Dólar oscila pouco no 1º dia após anúncio de novas regras

O mercado de câmbio recebeu com tranqüilidade as novas regras para seu funcionamento, anunciadas ao final da tarde de sexta-feira. Por enquanto, o único impacto sentido pelos operadores foi no volume de negócios. Enquanto os clientes avaliam os detalhes dos novos procedimentos, que entram em vigor no dia 14, o volume de negócios está reduzido. A maior parte das operações na manhã de hoje teria sido realizada pelas tesourarias de instituições financeiras.Em conseqüência, as cotações também não mostraram uma conclusão sobre as mudanças. O dólar abriu estável em relação ao fechamento de sexta-feira e encerrou a manhã a R$ 2,657, com alta de 0,04% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. As oscilações durante o período não foram tão grandes como as dos últimos dias. O dólar bateu mínima de R$ 2,6510 (queda de 0,19%) e máxima de R$ 2,671 (alta de 0,56%). Uma das opiniões que caminha para conseguir o consenso do mercado é de que as novas regras para o câmbio trazem transparência. No que diz respeito aos procedimentos, as primeiras avaliações também coincidem. Os especialistas ouvidos pela Agência Estado concordam que o mercado de câmbio ficará menos burocrático.O desdobramento dessa simplificação seria um barateamento de custos para quem opera com dólares. Assim, alguns acreditam que as medidas beneficiam principalmente os exportadores, que atualmente se queixam de defasagem cambial. Mas há um detalhe que pesa em sentido contrário: a ampliação dos prazos para a entrada de dólares obtidos pelas exportações. Agora, os exportadores podem esperar para trazer os dólares conseguidos com suas vendas no exterior por até 210 dias, o que reduziria a entrada de moeda norte-americana no mercado interno. Mas as primeiras opiniões apontam que poucos aguardariam tanto tempo na expectativa de que houvesse ganho cambial com isso. Principalmente porque as taxas de juros no Brasil são altas e a perspectiva é de que continuem assim pelo médio prazo.

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