Dólar quebra sequência de baixas e fecha em alta de 0,57%

Após cair 1,6% nas últimas cinco sessões, moeda norte-americana termina o dia cotada a R$ 1,597

Reuters,

16 de julho de 2008 | 16h28

O dólar fechou em alta nesta quarta-feira, devolvendo parte da forte queda acumulada nos últimos dias. A moeda norte-americana subiu 0,57%, a R$ 1,597. Após cair 1,6% nas últimas cinco sessões, o dólar voltou a buscar o patamar de R$ 1,60. "(O dólar) achou um ponto de equilíbrio em R$ 1,60, mas teve entrada muito grande da Vale nesses últimos dias", afirmou o gerente de câmbio de um banco estrangeiro, que preferiu não ser identificado.  Ele lembrou que o dólar "andou na contramão" nos últimos dias, quando os mercados acionários internacionais tiveram forte baixa. A Vale faz uma oferta global de ações, com o período de reservas encerrado na terça-feira. O preço dos papéis na operação deve ser anunciado ainda nesta quarta-feira.  A recuperação do dólar frente ao real também foi sustentada pelo movimento da divisa em relação a uma cesta das principais moedas globais.  Nesta tarde, as bolsas de valores norte-americanas operavam em forte alta, repercutindo o otimismo com o recuo dos preços do petróleo e com os resultados acima do esperado do banco Wells Fargo.  Milton Mota, operador da SLW Corretora, afirmou que o dólar teve mais um movimento de ajuste e ponderou que a tendência de queda da divisa continua.  "O mercado está achando que deve entrar dinheiro da Vale e que parte desse dinheiro deve vir de fora. Por isso (o dólar) está se mantendo abaixo de R$ 1,60", afirmou Mota. "Eu não vejo esse dólar para cima."  Apesar da forte entrada de recursos nos últimos dias, o Banco Central divulgou que o fluxo cambial está negativo em 828 milhões de dólares nas duas primeiras semanas de julho. As operações financeiras no período acumularam saldo negativo de US$ 3,441 bilhões. Ainda assim, o País registra entrada líquida de US$ 14,106 bilhões em 2008.  No meio da sessão, o BC realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista e definiu taxa de corte a R$ 1,5969.

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