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Dólar quebra série de baixas e fecha em alta com ajustes

Moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 1,8710, em alta de 0,43%

SILVIO CASCIONE, REUTERS

16 de julho de 2007 | 16h38

O dólar interrompeu a maior sequência de baixas do ano nesta segunda-feira, 16, com alta de 0,43%, em meio a ajustes técnicos e ao desempenho mais fraco das bolsas de valores após uma semana de recordes.   Veja também:       Os efeitos da desvalorização do dólar   A moeda norte-americana encerrou cotada a R$ 1,8710. A última sessão em que o dólar havia se valorizado foi em 5 de julho, ainda acima do patamar de R$ 1,90 real."É uma correção técnica após uma baixa acentuada demais... É natural que ele suba um pouco, porque o mercado não é mão única, ele não vai cair a vida inteira e em linha reta", disse Mario Paiva, analista de câmbio da corretora Liquidez.A queda da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) colaborou para frear a queda do dólar. Na semana passada, recordes em Wall Street e a bilionária oferta pública de ações da Redecard na bolsa paulista engrossaram o fluxo cambial positivo e contribuíram para a valorização do real.Segundo analistas norte-americanos, os índices Standard & Poor''s 500 e Nasdaq - bolsas do mercado americano - caíam em meio a preocupações com o setor de crédito imobiliário de risco e com a alta do petróleo. Apesar disso, o índice Dow Jones, referência da Bolsa de Nova York, operava em terreno positivo com o otimismo sobre a divulgação dos resultados corporativos.De acordo com Sidnei Moura Nehme, economista-chefe da corretora NGO, este cenário de oscilação - "deve permanecer até que se tornem conhecidos os inúmeros dados econômicos e decisões desta semana, que poderão ''azedar'' os ânimos ou restabelecer por um novo período o humor positivo".Para os próximos dias, o mercado aguarda a fala ao Congresso norte-americano do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, e a divulgação dos índices de inflação nos Estados Unidos. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve reduzir, na quarta-feira, a taxa básica de juro para 11,50% ao ano.Após surpreender na sexta-feira com uma atuação dupla, o Banco Central voltou a realizar somente um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A autoridade monetária definiu corte a R$ 1,8705 e aceitou, segundo um operador, pelo menos seis propostas.Com as compras diárias feitas pelo BC, as reservas internacionais mantêm a escalada de recordes. Segundo a autoridade monetária, o Brasil superou no dia 13 de julho a marca histórica de US$ 150 bilhões, com US$ 150,692 bilhões nas reservas.

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