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Dólar reage a mercado internacional e sobe 1,12%

A sinalização do Fed de que não está inclinado a elevar o juro deu força ao dólar e às bolsas internacionais

Silvana Rocha, da Agência Estado,

22 de agosto de 2008 | 16h35

O dólar comercial subiu ante o real, após três baixas consecutivas, acompanhando a correção das cotações no mercado de moedas. A sinalização do presidente do Fed, Ben Bernanke, de que não está inclinado a elevar o juro, prevendo menor pressão sobre os preços, deu força ao dólar e às bolsas internacionais, enquanto os preços do petróleo e matérias-primas recuaram. De olho nesse movimento, os investidores no mercado doméstico reverteram parte das vendas de dólares, reconduzindo as cotações à alta. O fluxo cambial relativamente equilibrado ajudou na melhora do volume de negócios. No fechamento, o pronto estava na máxima do dia, cotado a R$ 1,6280, em alta de 1,12%. Na abertura de sua apresentação no simpósio anual Jackson Hole do Fed de Kansas City, Bernanke disse que as autoridades do Fed apostam que a estabilidade dos preços das commodities, junto ao menor crescimento global e manutenção do controle sobre as expectativas de inflação, irão eventualmente reduzir a pressão sobre os preços. "Nesse sentido, a queda recente dos preços das commodities, assim como a maior estabilidade do dólar, são sinais encorajadores", afirmou. "Se não forem revertidos, esses fatores, junto ao ritmo de crescimento, que deve ficar abaixo do potencial por algum tempo, levará à moderação da inflação ao final deste ano e no próximo ano", observou Bernanke. Contudo, ele classificou a perspectiva para os preços de "altamente incerta" e disse que as autoridades "irão agir se necessário" para garantir que os preços fiquem sob controle, de acordo com informações da Dow Jones. Em Nova York, o petróleo para outubro caiu US$ 6,59 (-5,44%), para US$ 114,59 por barril, pressionado pela alta do dólar e a informação de que a Rússia havia concluído a retirada de suas tropas da Geórgia. Os metais básicos recuaram hoje, embora a maioria deles tenham encerrado a semana muito mais fortes do que no início da semana. ÀS 16h43, o euro recuava 0,64%, a US$ 1,4774; enquanto o dólar subia 1,03%, a 110,05 ienes. O fluxo cambial tendeu ao positivo no mercado à vista e permitiu uma melhora do volume de negócios. "Houve pelo menos uma saída de cerca de US$ 150 milhões da Petrobras, que foi contrabalançada por uma entrada de US$ 200 milhões relativa a um pré-pagamento de exportação de uma empresa do setor de papel e celulose, além de outro ingresso de US$ 30 milhões de uma refinaria da Petrobras no sul do País", apurou um operador de um banco estrangeiro. No leilão desta sexta-feira, o BC manteve-se comedido e pode ter comprado cerca de US$ 25 milhões. A taxa de corte ficou em R$ 1,6255. De acordo com um operador, quatro bancos declararam quatro propostas, cujas taxas iam de R$ 1,6240 a R$ 1,6270. O BC aceitou três dessas propostas.

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