Dólar reage no fim da sessão e fecha o dia cotado a R$ 2,0970

Cenário:

FABRÍCIO DE CASTRO , O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2012 | 02h22

Na hora final da sessão de ontem, o dólar apagou as perdas registradas ao longo do dia e passou a registrar ganhos ante o real, para fechar em leve alta de 0,14% no mercado à vista de balcão, cotado a R$ 2,0970. Até então, a queda do dólar era atribuída ao movimento da moeda no exterior e às declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, durante audiência na Comissão Mista de Orçamento no Congresso. Ao admitir que o dólar tem um novo patamar, mas salientar que a autoridade monetária está comprada em swap cambial, em US$ 5 bilhões, o mercado viu um recado indireto de Tombini: o de que o BC tem munição para conter um avanço exagerado da moeda norte-americana, se for preciso, uma vez que o BC pode deixar esses recursos entrarem no mercado. Foi justamente isso que levou os investidores, no fim do dia, a testarem novamente a disposição da autoridade monetária em intervir na moeda, o que se traduziu na alta do fim do dia.

Na renda fixa, após a queda que perdurou em boa parte do pregão, as taxas dos contratos futuros de juros acompanharam a mudança de sinal do dólar e voltaram para perto do fechamento da quarta-feira, inclusive com viés de alta nos vencimentos com prazos mais longos. Aliás, nas últimas duas sessões o comportamento do mercado de juros esteve diretamente atrelado ao câmbio, uma vez que a mudança de patamar do dólar acentuou as preocupações, entre os investidores, com o comportamento da inflação no Brasil no ano que vem.

Em meio a isso, a melhora da produção manufatureira na China e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) levemente acima do esperado ajudaram na alta dos juros. Ao fim da sessão, o contrato com vencimento em janeiro de 2017 marcou taxa de 8,84%, acima dos 8,81% de quarta-feira.

O dado chinês e a ausência dos investidores estrangeiros, já que as bolsas norte-americanas permaneceram fechadas em função do Dia de Ação de Graças, permitiram à Bovespa recuperar um pouco de terreno e subir 0,35%, aos 56.436,97 pontos, apesar da pressão que persiste sobre o setor elétrico. As ações de empresas deste segmento continuaram sendo destaque de baixa devido à repercussão negativa da medida provisória (MP 579), que trata da renovação de concessões.

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