Seth Wenig/AP
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Bolsa sobe 2,96% com novo nome para o Banco Central

Escolha de Roberto Campos Neto anima mercado; dólar registra queda de 1,20%

Paula Dias e Bárbara Nascimento, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2018 | 12h34
Atualizado 17 de novembro de 2018 | 15h39

Os investidores voltaram do feriado animados com a definição dos principais nomes da equipe econômica do futuro governo de Jair Bolsonaro. Nesta sexta-feira, 16, o Ibovespa subiu 2,96%, voltando aos 88 mil pontos após ter permanecido abaixo desse nível desde o dia 6 de novembro. A Bolsa encerrou a semana com valorização de 3,36%. 

O cenário externo também ajudou ontem. As bolsas americanas terminaram o pregão em alta, com a reação positiva dos investidores à declaração do presidente Donald Trump de que a China deseja fazer um acordo comercial com os Estados Unidos, reduzindo as preocupações com a guerra comercial.

Internamente, a indicação do economista Roberto Campos Neto para presidir o Banco Central e a informação de que o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Viana, vai permanecer no cargo “por tempo considerável” deram respaldo tanto ao avanço da Bolsa, quanto à queda do dólar e dos juros futuros, além da manutenção do economista Mansueto Almeida à frente do Tesouro Nacional.

A avaliação é de que os nomes formam uma equipe “forte” para enfrentar os desafios do País dentro da linha liberal do futuro ministro Paulo Guedes e também defendida pelo mercado. “O mercado está feliz com os nomes anunciados pelo novo governo, que indica estar comprometido com a agenda de reformas. A manutenção de nomes como o de Mansueto mostra que há a intenção de manter o que de melhor existe na agenda econômica do atual governo”, disse Victor Cândido, economista-chefe da Guide Investimentos. 

Apesar da desaceleração do petróleo, as ações da Petrobrás foram destaque de alta e terminaram o dia com ganhos de 3,16% (ON) e de 2,79% (PN). O setor financeiro, bloco de maior peso na carteira do Ibovespa, teve ganhos generalizados com Bradesco à frente, com valorização de 5,56%. Já a queda do dólar prejudicou as ações de empresas exportadoras, como Suzano e Fibria, que caíram 1,40% e 0,50%, respectivamente.

Dólar

O dólar encerrou a sexta-feira com queda de mais de 1% em relação ao real por conta da definição sobre o comando do Banco Central e também pelos sinais dados por integrantes do Federal Reserve (o BC americano) sobre a trajetória futura de juros dos Estados Unidos. A moeda americana encerrou o dia cotada a R$ 3,73 no mercado à vista. Na semana, o dólar ficou estável.

“O dólar operou impactado por duas frentes principais: os novos nomes da equipe econômica, principalmente para o BC, e na sequência, o sinal de acordo do presidente Trump de retomar entendimento com a China. Foram os protagonistas do movimento”, aponta o diretor da corretora Correparti, Ricardo Gomes da Silva.

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