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Em dia de decisão do Copom, dólar sobe a R$ 3,77; Bolsa tem alta de 1,02%

Apesar de intervenção do Banco Central, dólar teve valorização de 0,72%; Bolsa sobe aos 72.123,41 pontos

Altamiro Silva Junior e Paula Dias, O Estado de S.Paulo

20 Junho 2018 | 11h24
Atualizado 20 Junho 2018 | 18h11

O dólar terminou com valorização positiva de 0,72%, a R$ 3,7740, apesar de o BC ter vendido US$ 1 bilhão em swaps cambiais extras nesta sessão. Investidores buscaram reduzir o risco e ajustar posições antes da decisão do Copom, que manteve a taxa de juros em 6,50% ao ano. Já a Bolsa fechou com valorização de 1,02%, aos 72.123,41 pontos, ajudado pelos ganhos das ações da Petrobrás e de bancos. Em Wall Street, os índices acionários fecharam sem direção única, mas o Nasdaq renovou máxima histórica.

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No mercado de câmbio, o dólar engatou alta no final da tarde, após operar volátil desde o início dos negócios desta sessão, renovou máximas e encerrou o dia aos R$ 3,7740 (+0,72%). O Banco Central voltou a intervir no mercado nesta quarta-feira, 20, após um dia de trégua nesta terça-feira, 19, e despejou mais US$ 1 bilhão em novos contratos de swap.

No entanto, com as atenções dos agentes voltadas para o mercado externo e a expectativa pelo final da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a ação do BC teve efeito limitado, embora operadoras de câmbio afirmem que a moeda norte-americana seguiu operando dentro do intervalo dos últimos dias.

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O BC tem ainda mais US$ 8 bilhões para tentar segurar o dólar nesta quinta e sexta-feira, considerando os US$ 10 bilhões prometidos na semana passada para serem colocados no mercado até o dia 22. Se cumprir o prometido, a instituição terá colocado quase US$ 48,6 bilhões no mercado em swap novo entre 14 de maio e 22 de junho.

A estratégia do BC para o câmbio foi novamente elogiada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Nesta quarta-feira, 20, o diretor do Departamento de Hemisfério Ocidental, Alejandro Werner, afirmou que as políticas cambiais do Brasil e da Colômbia, marcadas por "intervenções pontuais, servem de exemplo" para a Argentina, pois deixam a moeda norte-americana se ajustar.

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Bolsa. À espera do resultado do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, a Bovespa deu nesta quarta-feira, 20, continuidade à trajetória de recuperação e retomou o patamar de 72 mil pontos. O cenário, à tarde, não trouxe muitas mudanças em relação à primeira etapa do dia, com os investidores de olho na votação, na Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei da Cessão Onerosa, cadastro positivo e do Projeto de Lei das Distribuidoras da Eletrobras. Ao final do pregão, o Índice Bovespa marcou 72.123,41 pontos, com ganho de 1,02%. Os negócios somaram R$ 11,1 bilhões.

"O dia hoje na bolsa foi de continuidade em relação ao movimento de ontem. A probabilidade de aumento da Selic é mínima depois que o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse, na semana passada, que não irá usar política monetária para influenciar a cambial", disse Sérgio Goldman, analista da Magliano.

O analista da Magliano afirmou ainda que as declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, de que a solidez da economia americana sustenta o argumento de aumentos graduais dos juros nos Estados Unidos, acabaram deteriorando um pouco o mercado lá fora, mas explicou que não foi nada muito forte, o que fez a Bovespa se recuperar. Para Goldman, a correção dos ativos no mercado local é positiva e surpreendente, principalmente depois da tensão vista na última segunda-feira em torno das disputas comerciais entre os Estados Unidos e a China".

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