Dólar recua para 2,137 após duas intervenções do BC e rumor sobre IOF

Texto atualizado às 16h42, com Agência Estado

Economia & Negócios,

11 de junho de 2013 | 14h28

Duas intervenções do Banco Central e o anúncio de um encontro da presidente Dilma Rousseff com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foram necessários para frear o movimento de alta do dólar nesta terça-feira, 11. Após bater R$ 2,16 na abertura, a moeda só começou a arrefecer a alta e ir rumo ao campo negativo por volta do meio-dia. No fim, encerrou com perda de 0,51%, a R$ 2,137, perto da mínima do dia. Ontem o dólar fechou na maior cotação desde 30 de abril de 2009, a R$ 2,1480, com alta de 0,56%.

O dólar inverteu a tendência de alta somente após o segundo segundo leilão do dia do BC e dos rumores de que Dilma e Mantega estariam discutindo uma nova redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Leilões

Entre 10h50 e 10h55, o BC realizou um primeiro leilão de swap cambial atrelado à Selic (taxa básica de juros). O leilão equivale à venda de dólares no mercado futuro. Foram vendidos 25 mil contratos de swap cambial com dois vencimentos (agosto e setembro), totalizando US$ 1,247 bilhão. A oferta inicial havia sido de 40 mil contratos.

Mesmo com a primeira entrada do BC no mercado de câmbio, o dólar manteve o viés de alta e o BC anunciou um segundo leilão de até 40 mil contratos por volta de 11h23. Foram vendidos 25 mil contratos, no valor de US$ 997 milhões.

O swap cambial é uma troca oferecida pelo Banco Central aos investidores por meio da venda de contratos em leilões no mercado. No swap cambial tradicional, o Banco Central oferece ao investidor receber remuneração em juro, em troca da remuneração em dólar. Como nos contratos de swap cada uma das pontas se compromete a pagar a oscilação de uma taxa, se a variação do juro for maior que a do câmbio no período de vigência do contrato, o investidor receberá mais do que precisará pagar.

Na segunda-feira…

Mesmo com as duas intervenções do Banco Central ontem, algo que ocorreu a primeira vez neste ano, a moeda americana fechou a segunda-feira, 10, em seu maior patamar em relação ao real em quatro anos. A Standard & Poor’s elevou a perspectiva de rating dos Estados Unidos de negativa para estável, colocando mais pressão não apenas sobre o real, mas sobre todas as moedas, principalmente de países emergentes.

O governo tem demonstrado preocupação com a alta da moeda, visto que um dólar alto significa importações mais caras, o que pode pressionar a inflação. Na ata do Copom, divulgada na última quinta-feira, 6, o Banco Central já falava da tendência de apreciação do dólar.

"No período entre as reuniões, o dólar valorizou-se ante as principais moedas, movimento favorecido pela expectativa de antecipação da retirada de estímulos monetários por parte do Federal Reserve (Fed), e pela redução da taxa básica de juro na Zona do Euro", afirmava a ata.

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