Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Dólar recua por ingressos, exterior e apostas para Selic

O dólar fechou em queda ante o real nesta quinta-feira, em um ambiente de fluxo positivo em meio à fraqueza da moeda no exterior e a perspectivas de aumento mais agressivo do juro básico no Brasil.

JOSÉ DE CASTRO, REUTERS

24 de fevereiro de 2011 | 18h49

A cotação do dólar recuou 0,66 por cento, a 1,664 real na venda, quebrando uma sequência de quatro altas seguidas.

De acordo com operadores, entradas de recursos prevaleceram ao longo de toda a sessão, refletindo zeragem de posição comprada em moeda estrangeira de um grande banco e de fundo de investimento no mercado futuro, que serve de referência para os negócios no à vista.

"O mercado derrubou o dólar porque lá fora a moeda está bem fraca, e aí ninguém quer ficar para trás", comentou João Medeiros, diretor de câmbio da Pioneer Corretora, notando o elevado volume de negócios.

Pouco antes do fechamento das operações cambiais domésticas, o giro somava mais de 4,77 bilhões de dólares, segundo dados da clearing (câmara de compensação) da BM&FBovespa. Na véspera, o volume superou os 4 bilhões de dólares.

No exterior, a moeda norte-americana atingia a mínima histórica contra o franco suíço e perdia valor também ante o iene, reagindo à busca por segurança em meio à turbulência política na Líbia.

Ante uma cesta de divisas, o dólar recuava 0,4 por cento no final da tarde, também pressionado pelos ganhos do euro e da libra esterlina, diante de expectativas de alta do juro na Europa.

Para o operador de câmbio de um banco dealer, que pediu anonimato, o aumento das apostas no mercado futuro de DI em um aumento maior que 0,5 ponto percentual na Selic na próxima semana também favoreceu a queda na taxa de câmbio.

"A própria alta do juro em 0,5 ponto já aumenta a arbitragem, e como a curva (de DI) já está revendo essa aposta para um aumento até maior, essa arbitragem vai ficar ainda mais atraente, o que pode trazer mais dólares", comentou.

Nesta sessão, as taxas de DI mais curtas --que costumam refletir as mudanças na Selic-- dispararam na BM&FBovespa, a menos de uma semana do anúncio do novo juro básico pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Ainda assim, segundo pesquisa Reuters divulgada nesta tarde, a aposta majoritária de instituições financeiras indica alta de 0,50 ponto porcentual da Selic na reunião do Copom de 1 e 2 de março .

O Banco Central seguiu intervindo no mercado de câmbio, realizando dois leilões de compra de dólar no segmento à vista, definindo como corte as taxas de 1,6660 real e 1,6640 real.

Tudo o que sabemos sobre:
DOLARFECHA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.