Dólar reforça queda e fecha abaixo de R$ 1,55, no menor valor desde 18/1/1999

As declarações de Dilma, de que não pode tomar medidas cambiais sem olhar com cuidado o cenário externo continuaram ecoando hoje no mercado

Silvana Rocha, da Agência Estado,

25 de julho de 2011 | 17h38

O dólar comercial caiu 0,77% hoje e fechou cotado a R$ 1,543, o menor valor desde 18 de janeiro de 1999. Em julho o dólar comercial acumula baixa de 1,15% e no ano, queda de 7,27%. O dólar à vista negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) cedeu 0,61% hoje e encerrou a sessão a R$ 1,5426. O euro comercial recuou 0,67% para R$ 2,218.

Com a maior oferta de moeda, O Banco Central reforçou a compra de dólar no mercado, por meio de dois leilões à vista, cujas taxas de corte foram de R$ 1,5430 e R$ 1,5424. Também fez um leilão a termo para 2 de agosto, que teve taxa de corte de R$ 1,542.

As declarações da presidente Dilma Rousseff, na sexta-feira, de que não pode tomar nenhuma medida precipitada no câmbio sem olhar com cuidado o cenário internacional continuaram ecoando hoje no mercado. Os investidores se sentiram estimulados a apostar na valorização do real, diante da batalha do governo para o combate à inflação, disse um operador de uma corretora. Além disso, houve fluxo cambial positivo, disse a fonte, o que foi confirmado por outros operadores consultados.

A despeito da sinalização da presidente, em evento em São Paulo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que o governo continua olhando seriamente para o câmbio e que há sempre propensão para medidas para conter a apreciação do real. Ele reafirmou ainda que o "combate à inflação é uma questão de honra para o governo. O Brasil seguirá empenhado no controle da inflação e vai continuar a tomar todas as medidas necessárias para que isso ocorra". O ministro afirmou que o IPCA de julho deve ter um número parecido com o do IPCA-15, que subiu 0,10% neste mês.

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, fez coro com Mantega: "Sempre estamos avaliando câmbio e possíveis ações. Isso é uma rotina", afirmou Augustin, ressaltando que é "preciso observar qual a ação mais eficiente". Ele acrescentou que não há um "momento" determinado em que o governo vai parar de analisar medidas para o câmbio. Essas declaração dos ministros tiveram apenas o efeito de limitar uma queda maior do dólar nesta segunda-feira.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar subiu 0,25% hoje para R$ 1,617 na ponta de venda e R$ 1,51 na compra. O euro turismo recuou 0,09%, cotado a R$ 2,315 na venda e R$ 2,173 na compra.

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