Dólar renova mínima em 9 meses e fecha a R$ 2,0850

O dólar acentuou a baixa nesta terça-feira e fechou novamente no menor nível desde 10 de maio de 2006, em meio a um cenário de otimismo com emergentes. A moeda norte-americana caiu 0,43% e fechou a R$ 2,0850. Na mínima, a moeda recuou a R$ 2,0800. A aposta nos mercados emergentes foi reforçada depois que dados recentes dos Estados Unidos indicando inflação comportada sugeriram que o Federal Reserve (banco central norte-americano) não tem motivos para elevar o juro por lá. Com isso, os investimentos em países emergentes que oferecem maior retorno se tornam mais atrativos. "O ambiente é totalmente favorável, ambiente externo positivo, a perspectiva é de continuidade do fluxo forte, o ritmo da redução da Selic (taxa básica de juros da economia) diminuiu, isso ainda eleva a atratividade dos juros brasileiros para o investidor estrangeiro", resumiu Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora. "A gente acha que não existe um piso, o que segura um pouco é a expectativa de que o Banco Central aumente as compras", completou ela. O diretor de câmbio da corretora Novação, Mário Battistel, citou também o superávit comercial forte e o fato de o dólar estar perdendo terreno para outras moedas. O dólar recuava à tarde em relação ao euro e à libra esterlina, em meio à expectativas sobre a reunião do G7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo) no fim da semana, que deve abordar a questão do câmbio."Não tem nada que mude, poderia ser uma intervenção forte do BC, mas a gente sabe que não tem acontecido, ou então alguma saída muito forte, mas a gente não tem ouvido isso no mercado", completou Battistel. Operadores citaram ainda que os bancos vêm ampliando suas posições vendidas em dólar, colaborando ainda mais para a moeda norte-americana acentuar a curva de queda.

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