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Dólar retoma nível pré-crise e Bovespa fecha em alta de 1,06%

Os negócios desta quarta-feira voltaram a ser influenciados pela redução de juro nos EUA

Reuters,

19 de setembro de 2007 | 18h26

O dólar caiu nesta quarta-feira, acompanhando o segundo dia de otimismo nos mercados após o corte do juro norte-americano, e fechou no menor patamar desde que as turbulências com o setor de crédito imobiliário ganharam força, no final de julho. A moeda norte-americana recuou 0,43%, para R$ 1,8690, menor cotação desde 25 de julho. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,06%, em 57.264 pontos. O volume financeiro ficou em R$ 6,6 bilhões, bem acima da média diária do ano, de R$ 4,3 bilhões, evidenciando o forte interesse por ações. O risco-país - que mede a taxa de desconfiança do investidor em relação à capacidade de pagamento da dívida do Brasil - caía 14 pontos no fim da tarde, para 174 pontos básicos, seguindo a queda de 11 pontos de terça-feira.  Os negócios desta quarta-feira voltaram a ser influenciados pela redução de 0,50 ponto porcentual da taxa básica de juros dos Estados Unidos. A intensidade da reação, porém, não foi a mesma da véspera: Wall Street, que na terça-feira teve o melhor desempenho desde 2003, registrava nesta tarde alta inferior a 1%.  Mesmo com o dólar de volta ao patamar pré-crise, o Banco Central manteve-se fora do mercado à vista. O último leilão de compra de moeda estrangeira foi feito em 13 de agosto. De acordo com Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, "espera-se que o Banco Central retorne ao mercado com seus leilões de compra... para fechar o ano em torno de 200 bilhões de dólares (em reservas internacionais)".  Galhardo, no entanto, citou dois pontos que justificam a ausência do BC: a queda do dólar tira força da inflação em um momento em que já se cogita o fim dos cortes do juro no Brasil e a própria turbulência reduziu o excesso de dólar que o BC poderia enxugar no mercado. Segundo dados desta quarta-feira, a entrada líquida de divisas no país encolheu para US$ 270 milhões no início de setembro. Na Bolsa, o destaque foi a forte alta da ações da Gol, que dispararam quase 11%, com o quinto maior giro do Ibovespa, depois que a empresa informou que o fundo controlador Asas estuda alternativas para sua participação na companhia aérea, entre elas uma recompra de ações ou oferta pública para fechar o capital da empresa.  "Essa alta (nas ações da Gol) é mais em função do que o papel caiu durante a crise aérea", disse o analista Daniel Lemos, da Socopa Corretora. "A idéia é que ele (controlador) acha que o papel está muito barato e nesses níveis de preço não é justo continuar no mercado", afirmou Lemos. Desde que o acidente com um avião da empresa deflagrou uma crise no setor, em setembro do ano passado, os papéis da companhia caíram mais de 46%.

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