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Dólar retoma patamar de R$1,75 em meio a desconforto global

Forte queda da Bovespa também subsidiou a alta de 0,92% da moeda norte-americana no mercado de câmbio

SILVIO CASCIONE, REUTERS

28 de outubro de 2009 | 16h32

Um movimento global de aversão a risco devolveu o dólar para o patamar de R$ 1,75 nesta quarta-feira, 28, em uma sessão de instabilidade alimentada pela forte queda da Bovespa. A moeda norte-americana subiu 0,92%, para 1,755 real. O principal índice da bolsa paulista tinha queda de 3,6% no final da tarde.

 

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"Com a bolsa nesse nível, deve estar tendo saída (de investidores)", disse Francisco Carvalho, gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez. "A gente está tendo uma correção grande... mas não é nada absurdo, é parte do negócio."

A pesada desvalorização de ativos brasileiros era parte de um movimento internacional de aversão a risco. Desde o começo da semana, investidores têm abandonado aplicações mais arriscadas e buscado refúgio em opções consideradas mais seguras, como títulos do Tesouro norte-americano.

Nesta sessão, a justificativa para a piora internacional foi a queda inesperada das vendas de novas moradias nos Estados Unidos - sinal de que a maior economia do mundo ainda encontra muitos percalços. Na quinta-feira, o mercado acompanha o dado mais aguardado da semana, o Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano do terceiro trimestre.

O movimento desta sessão foi reforçado pela dúvida de investidores sobre a continuidade do ciclo de alta das ações, que já dura meses nos principais mercados do mundo. A cautela valorizava o dólar, que subia 0,4% ante uma cesta com as principais moedas.

"O pessoal está chamando uma realização (de lucros) há muito tempo. Ela está aí, acontecendo", acrescentou Carvalho. A saída de investidores da Bovespa, no entanto, ainda não afetou significativamente o fluxo de dólares para o país.

Embora tenha havido déficit nos últimos dois dias da semana passada, o país ainda registra entrada líquida de US$ 12,8 bilhões em outubro, segundo dados do Banco Central que incluem as transações financeiras e comerciais.

A alta do dólar proporciona algum alívio a setores do governo, que na semana passada anunciou a cobrança de IOF sobre capital estrangeiro em ações e renda fixa para tentar limitar a valorização do real. Em evento no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo trabalha para manter o equilíbrio da taxa de câmbio, mas negou que haja uma meta para o dólar.

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