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Dólar fecha em alta de 0,43%, cotado a R$ 4,17

Bolsa, por sua vez, teve um dia de prejuízo incentivada pelo desempenho ruim das ações do setor financeiro e impactada com o receio do mercado sobre um crise global

Silvana Rocha, Niviane Magalhães, Sergio Caldas e Wagner Gomes, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2019 | 11h58
Atualizado 23 de setembro de 2019 | 18h31

O dólar à vista fechou em alta de 0,43% nesta segunda-feira, 23, cotado a R$ 4,17. A moeda americana esteve em alta durante o dia todo, segundo especialistas, em reação às preocupações com o cenário externo (crise comercial entre Estados Unidos e China) e também com a saída de recursos do País. Com a queda da Selic, alguns fundos especulativos estão deixando o Brasil em busca de rentabilidades melhores na renda fixa de outros países. 

Já a Bolsa teve um dia de prejuízo incentivada pelo desempenho ruim das ações do setor financeiro e muito impactada pela preoupação dos investidores com os números divulgados pela Europa, que corroboram as opiniões sobre uma crise econômica global. O índice Ibovespa fechou em queda de 0,17%, aos 104.637 mil pontos. 

Estados Unidos

Uma queda significativa nesta segunda foi a das ações da Boeing na Bolsa de Nova York. A Boeing será investigada durante cinco meses pela União Europeia por suspeita de práticas anticompetitivas após a oferta pelo controle da divisão comercial da Embraer. A União Europeia acredita que o acordo pode favorecer a concentração de mercado, possibilitando a alta de preços dos serviços. 

Também nesta tarde, o presidente da distrital de St. Louis do Federal Reserve (Fed), James Bullard, afirmou que o principal risco à economia americana é que a desaceleração possa ser mais acentuada que o previsto. "É possível que uma desaceleração mais acentuada que a esperada possa se materializar nos trimestres à frente", acrescentou, em discurso intitulado "Desdobramentos recentes na política monetária dos EUA", preparado para um evento na Câmara de Comércio do Condado de Effingham.

Bolsa

Os ativos do mercado financeiro local seguem com a queda sendo limitada pela alta das ações da Petrobras - o que a ajuda a manter a marca dos 104 mil pontos - e o dólar reduzindo levemente a valorização para o nível dos R$ 4,17 (de manhã, moeda americana chegou a  R$ 4,1750).

As siderúrgicas brasileiras acompanham a alta do preço do minério de ferro que, após cinco quedas seguidas, no porto de Qingdao, na China, subiu 1,69% nesta segunda, a US$ 94,12 a tonelada. As ações da CSN ON subiram 1,19%, seguidas pela Metalúrgica Gerdau PN (0,47%), Usiminas PNA (0,25%) e Gerdau PN (0,08%). Nesta tarde, o Ibovespa teve queda de 0,31%, para 104.491 pontos.

Apesar da alta de hoje, o Bradesco BBI reduziu em 10% as suas estimativas de Ebitda para as siderúrgicas brasileiras, além de baixar entre 10% e 20% os preços-alvos das ações. Em relatório, os analistas do banco citam o excesso de oferta no mercado de aço global em 2020 em meio a um crescimento mundial mais fraco e acentuada produção da matéria-prima na China. No entanto, a casa manteve a recomendação outperform para Gerdau (desempenho acima da média do mercado), enquanto segue cautelosa com Usiminas e CSN, com recomendação neutra.

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