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Dólar segue cautela no exterior e sobe 0,23% nesta terça

Em uma sessão de volatilidade, a moeda norte-americana foi cotada a R$ 1,739 no mercado de câmbio local

SILVIO CASCIONE, REUTERS

27 de outubro de 2009 | 16h38

O dólar fechou em leve alta nesta terça-feira, 27, em uma sessão de volatilidade marcada pela cautela no exterior depois de dados conflitantes sobre a economia dos Estados Unidos. A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 1,739 real, com alta de 0,23%.

"Não é que o dólar se valorizou (somente) em relação ao real. Houve uma aversão em relação a todas as moedas", disse Marcos Forgione, operador de câmbio da B&T Corretora.

A instabilidade foi alimentada pelos dados de confiança do consumidor nos Estados Unidos, que frustraram as expectativas e mostraram uma piora em outubro. Na contramão, um índice sobre os preços das moradias em 20 metrópoles norte-americanas teve o quarto aumento seguido.

A cautela tem sido reforçada devido à expectativa dos investidores antes do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no terceiro trimestre, que será divulgado na quinta-feira. O mercado espera ver o fim oficial da recessão na maior economia do mundo.

O ambiente conturbado no exterior ofusca a tendência de valorização do real, que tem sido garantida pela sucessão de operações no mercado de capitais. Nesta terça, foi a vez dos laboratórios Fleury e do grupo International Meal anunciarem a intenção de oferecer ações na Bovespa.

Para Mauro Leos, vice-presidente de risco soberano da Moody's Investor Service, mesmo com a adoção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o capital estrangeiro, "há pouco que as autoridades possam fazer para limitar as entradas de capitais e, consequentemente, a apreciação do real". "Consequentemente, é provável que o cenário de real forte permaneça ao longo de 2010", completou.

A tendência de valorização deve continuar mesmo com uma eventual diminuição do superávit comercial, avaliou o banco de investimento Goldman Sachs, em referência ao déficit de US$ 74 milhões na semana passada.

"Acreditamos que o mundo está (e continuará) disposto a financiar os déficits cada vez maiores na conta corrente do Brasil", escreveu o analista Luis Cezario, em nota. "No entanto, acreditamos que essa tendência deve se amenizar conforme o déficit aumenta, dependendo mais dos fluxos de capital e das respostas políticas do governo".

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