Dólar segue cenário externo e fecha em alta de 1,8%

Às 16h30, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 1,91%. Em NY, bolsas estão em queda

FABIO GEHRKE, REUTERS

07 de maio de 2008 | 16h44

Boatos sobre uma possível restrição ao capital estrangeiro e a alta do preço do petróleo, que bateu novo recorde, mexeram com os mercados nesta terça-feira, 7. O dólar comercial encerrou o dia na cotação máxima, em R$ 1,6900, alta de 1,81%. Às 16h30, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 1,91%. Em Nova York, as bolsas também operam em queda. O índice Dow Jones - que mede o desempenho das ações mais negociadas - cai 1,46% e a Nasdaq - bolsa de ações do setor de tecnologia - recua 1,67%.Há de fato rumores de que a equipe econômica do governo estaria preparando um conjunto de medidas para conter a expansão de crédito, dentre elas uma eventual elevação nos compulsórios sobre depósitos bancários. O objetivo da medida seria reduzir o consumo e a pressão de alta sobre os preços.Segundo operadores consultados, comenta-se ainda no mercado sobre eventual aumento de alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre investimentos estrangeiros de curto prazo em renda fixa e títulos brasileiros.Com o humor externo desfavorável por causa de preocupações com a inflação global, uma vez que o petróleo segue renovando recordes e isso pressiona os custos das empresas, os investidores sentem-se desestimulados a ofertar dólar no mercado à vista ao mesmo tempo em que a demanda por dólares para hedge elevou-se.Títulos e fundoApesar das condições negativas pontuais desta quarta, o Tesouro Nacional conseguiu colocar no mercado US$ 500 milhões em títulos (bônus Global 2017) na Europa e Estados Unidos com a menor taxa já paga pelo Brasil.O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também anunciou a formação de um Fundo Soberano que terá entre 5% a 10% do volume das reservas, o que significa um valor entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões. O ministro destacou que o dinheiro não sairá das reservas atuais, mas será dinheiro novo que virão de fonte tributária ou aquisição de dólar.

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