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Dólar segue exterior e fecha em alta de 0,31%

Cautela com agenda dos EUA predominou e moeda encerrou cotada a R$ 2,23

Denise Abarca, Agência Estado

29 de julho de 2014 | 17h05

O dólar passou toda a sessão desta terça-feira em alta diante das moedas emergentes, refletindo principalmente a cautela antes da super quarta, uma vez que amanhã, nos EUA, haverá a decisão de política monetária do Federal Reserve, a divulgação da primeira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre e dados do emprego no setor privado. As preocupações geopolíticas também contribuíram para uma postura mais defensiva dos investidores.

No balcão, o dólar fechou cotado a R$ 2,2300, com alta de 0,31%. Na máxima, alcançou R$ 2,2310 (+0,36%) perto das 16 horas. A mínima correspondeu à taxa de abertura, de R$ 2,2250 (+0,09%). Às 16h37, o vencimento para agosto tinha valorização de 0,34%, em R$ 2,2320. Neste horário, o sol peruano subia 0,25%, o peso mexicano avançava 0,51% e a lira turca, 0,76%. O euro caía a US$ 1,3411, de US$ 1,344 na véspera.

Segundo operadores, o câmbio doméstico teve mais um dia de giro fraco e oscilação estreita das cotações, com a agenda de amanhã inibindo a evolução dos negócios. Os investidores preferem esperar antes de tomar suas posições, uma vez que o comunicado do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc, na sigla em inglês), por exemplo, pode trazer alguma sinalização sobre a estratégia de saída da política monetária acomodatícia da instituição. É consenso que não deve haver amanhã qualquer mudança na taxas dos Fed Funds, que estão na faixa entre zero e 0,25%, e que os diretores devem anunciar nova redução no volume de compra de ativos no valor de US$ 10 bilhões. O comunicado do Fomc será divulgado às 15 horas e não haverá entrevista.

Mais cedo, porém, às 9h30 será anunciada a primeira prévia do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano do segundo trimestre. O consenso entre os analistas é de que mostre alta anualizada de 3%, mas os mais otimistas acreditam em até 4%. Além da primeira estimativa do PIB do segundo trimestre, também serão divulgadas revisões do indicador para os três anos anteriores e para os dados do primeiro trimestre de 2014. Por fim, nesta quarta-feira, às 9h15, o mercado acompanhará o relatório ADP de criação de empregos no setor privado deste mês. Na sexta-feira, será divulgado o relatório de emprego dos EUA.

A alta da moeda, principalmente ante o euro, também teve respaldo na ampliação das sanções à Rússia. A União Europeia chegou a um acordo para aplicar sanções econômicas contra o país. Entre os alvos dessas punições estão o mercado de capitais e as exportações de armas, além do setor de energia russo e cinco bancos. Os Estados Unidos também anunciaram que vão restringir transações de longo prazo com bancos russos.

Por fim, o dólar também ganhou força em reação ao índice de confiança do consumidor norte-americano medido pelo Conference Board. O índice subiu para 90,9 em julho, de 86,4 em junho, ficando acima das previsões de economistas consultados pela Dow Jones, de 85. O dado de junho foi revisado para cima, da leitura original de 85,2.

Além da divulgação dos dados nos EUA e do comunicado do Federal Reserve, o mercado de câmbio tende, nesta quarta-feira, a ganhar combustível diante do acirramento da disputa pela Ptax, entre comprados e vendidos, que vai balizar a liquidação dos contratos de dólar futuro para agosto e de swap cambial do Banco Central, que vencem no dia 1º.

O Banco Central antecipou ontem que fará, na quinta-feira, dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) para rolagem de contratos e, nessas operações, serão aceitos US$ 2,25 bilhões em propostas. Hoje, dentro do programa de leilões de swap, o Banco Central vendeu 4.000 contratos ofertados para vencimento em 2 de fevereiro de 2015, com valor de US$ 198,7 milhões. O BC rejeitou todas as propostas para o lote de swap com vencimento de 1º de junho de 2015. Na rolagem do vencimento de swap de agosto, o BC vendeu 7 mil contratos, com valor total de US$ 345,8 milhões.

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