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Dólar segue humor externo e sobe 0,32% em dia volátil

O dólar seguiu de perto avolatilidade dos mercados estrangeiros e, após ensaiar umaforte valorização na metade do dia, fechou em alta de 0,32 porcento, cotado a 1,867 real. A forte queda das bolsas já havia tirado a moedanorte-americana, na véspera, dos menores níveis desde setembrode 2000. Em dois dias, o dólar acumula valorização de 1,47 porcento. O mercado de câmbio voltou a acompanhar o comportamento deWall Street nesta sessão. As bolsas de valores em Nova Yorkmostraram bastante volatilidade em meio à preocupação de queproblemas no setor de crédito, especialmente em relação aosempréstimos imobiliários de alto risco, possam afetar ofinanciamento de fusões e aquisições. "A bolsa na Europa caiu bem, o (índice) S&P (em Nova York)chegou a cair quase 1 por cento", disse Gustavo Cunha, operadorde derivativos do Rabobank, para explicar a alta de 1,29 porcento do dólar durante a sessão. No período da tarde, porém, os principais índices nosEstados Unidos recuperaram os ganhos. Fortes lucros de empresascomo Boeing e Amazon ajudaram a reduzir o mau humor dosinvestidores. Segundo Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretoraSouza Barros, essa volatilidade no exterior "se traduz emrealização (de lucros) na Bovespa e retorno de capital ao paísde origem". Apesar de operar em leve alta no final da tarde, abolsa paulista chegou a cair mais de 2 por cento no dia. "Até sexta-feira deve ter uma volatilidade em função dasintonia entre as bolsas... Saem mais alguns informativos quevão dar condições para que o mercado veja de maneira maisclara", disse Arruda. Ele explica, porém, que o volume de dólares trazido pelocomércio exterior se mantém consistente, pressionando a taxa decâmbio para baixo. "Só não está subindo mais porque o volume(de ingressos) continua muito grande em relação aosexportadores, que ainda não se desfizeram dos seus dólaresaguardando uma eventual alta da moeda", comentou. Para o banco WestLB, inclusive, o superávit comercial quemantém o dólar em tendência de queda deve até aumentar. "Após2001, o país não apenas registrou superávits comerciais emcrescimento, mas a cada ano o dado foi maior do que o esperadoinicialmente. Acreditamos que a mesma tendência será mantidaneste ano e em 2008", disse em relatório, citando comojustificativa o crescimento global concentrado em paísespopulosos e em desenvolvimento. Alguns analistas, porém, têm dito que a desvalorização dodólar já começa a afetar aos poucos a balança comercial, queassiste a um crescimento mais rápido das importações do que dasexportações. Carlos Alberto Postigo, operador da corretora Action, citoutambém que o patamar baixo da moeda norte-americana devido àsrepetidas quedas nas últimas semanas também favoreceu ajustespontuais na taxa de câmbio. Na última hora de negócios, o Banco Central realizou umleilão de compra de dólares no mercado à vista. Na operação, aautoridade monetária definiu corte a 1,8705 real e aceitou,segundo operadores, dez propostas.

SILVIO CASCIONE, REUTERS

26 de julho de 2007 | 01h31

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