Dólar segue otimismo de bolsas e cai 0,45%, a R$ 1,562

Bolsa de São Paulo subia 3% durante a tarde; no mês, moeda norte-americana acumula queda de 2,19%

Reuters,

30 de julho de 2008 | 16h32

O dólar fechou em queda nesta quarta-feira, 30, acompanhando o bom humor da Bolsa de Valores de São Paulo e refletindo movimentos técnicos de final de mês. A moeda norte-americana caiu 0,45%, para R$ 1,562. A divisa já acumula queda de 2,19% no mês.  "Lá fora houve uma melhora muito boa e isso facilita a nossa vida. Com a bolsa aqui no Brasil indo para cima de 59 mil pontos, o dólar é para baixo", afirmou João Medeiros, diretor de câmbio da Pioneer Corretora.  Nesta quarta-feira, o Federal Reserve anunciou que irá estender as medidas para aumentar a liquidez nos turbulentos mercados financeiros, o que deu impulso às bolsas de valores. Os principais índices acionários norte-americanos operavam em território positivo, enquanto o Ibovespa subia 3%. "Com o aumento de juros interno e a manutenção das taxas lá fora, o dólar pode vir abaixo de R$ 1,54", acrescentou o diretor, referindo-se à pressão exercida pelas operações de arbitragem, que lucram com o diferencial entre os juros praticados interna e externamente. O Merrill Lynch divulgou um relatório mostrando que a luta do Banco Central contra a inflação deve pressionar o câmbio no curto prazo. O banco de investimento prevê que o dólar feche o terceiro trimestre a R$ 1,550, mas que volte ao patamar de R$ 1,60 no final do ano.  "O fato de o banco (central) ter iniciado um ciclo de aperto monetário antes das expectativas e ter surpreendido o mercado com uma alta acima do esperado reforça a sua credibilidade, dando suporte à moeda no curto prazo", apontou o relatório.  Medeiros, da Pioneer, também lembrou que o mercado cambial fica mais movimentado no final do mês por conta da disputa pela última Ptax (cotação média do dólar) do mês, usada na liquidação de contratos futuros.  No meio da sessão, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista e definiu taxa de corte a R$ 1,5615.

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