Dólar segue tranquilidade no exterior e cai pelo terceiro dia

Moeda norte-americana terminou o dia cotada no mercado de câmbio a R$ 1,722, com declínio de 0,63%

SILVIO CASCIONE, REUTERS

05 de novembro de 2009 | 17h22

O dólar fechou em baixa ante o real pelo terceiro dia consecutivo nesta quinta-feira, 5, aproveitando o tom relativamente tranquilo nos mercados internacionais para chancelar a tendência de queda provocada pela perspectiva de contínua entrada de capitais. A moeda norte-americana terminou o dia a R$ 1,722, com declínio de 0,63%. Em três dias, a desvalorização já alcança 1,94% em novembro.

 

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O "volume (foi) pequeno hoje", disse José Carlos Amado, operador de câmbio da corretora Renascença. "Como o mercado lá fora está um pouco melhor, isso se reflete aqui. E você ainda tem o mercado com fluxo (positivo)", completou.

A alta das bolsas de valores internacionais era estimulada pela queda do número de pedidos de auxílio-desemprego e pelo aumento da produtividade nos Estados Unidos. Os dados trouxeram alívio um dia antes da divulgação do esperado relatório do governo sobre o mercado de trabalho naquele país.

Entre as moedas, a variação era mais tímida, com ligeira alta de 0,13% do dólar ante uma cesta com as principais divisas durante a tarde.

A queda do dólar no Brasil anula o movimento acumulado na última semana de outubro, quando a volatilidade dos mercados internacionais colocou a moeda acima de R$ 1,75. Na ocasião, a diretora da AGK Corretora, Miriam Tavares, atribuía parte da instabilidade ao desmonte de posições por parte de instituições financeiras no exterior, que se aproximavam do fechamento de seus balanços na virada do mês.

No plano nacional, o mercado continuou atento às notícias sobre eventuais medidas que o governo pode adotar para frear a entrada de dólares no país. Os jornais Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo publicaram nesta quinta-feira que o governo estuda autorizar, por exemplo, depósitos de garantias para o mercado futuro no exterior e contas em dólar no país. Em Londres, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo não estuda novos controles de capitais "no momento".

Em outubro, a entrada de dólares no país superou 14 bilhões de dólares, maior soma desde junho de 2007, mesmo com a adoção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na entrada de capital estrangeiro em ações e renda fixa, na metade do mês.

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