Dólar segue volatilidade externa e fecha em alta

A incerteza com a economianorte-americana voltou a pressionar o dólar nesta quarta-feira,em meio ao aumento da aversão a risco e da volatilidade nosmercados internacionais. A moeda terminou o dia a 1,769 real, com alta de 0,45 porcento. No mês, a divisa ainda acumula queda de 0,45 por cento. A ausência de dados econômicos relevantes abriu espaço paraque os mercados globais especulassem sobre a possibilidade deuma recessão nos Estados Unidos. A volatilidade voltou a dar otom em Wall Street, e o menor apetite por ativos de emergentesajudou a impulsionar o dólar no Brasil --o risco-país subiacerca de 10 pontos à tarde. "Você vive em um país emergente, em função da primeiraeconomia do mundo. Quando ela passa por um problema como esse,todos os mercados ficam cautelosos, porque você não sabe otamanho do problema", disse Júlio César Vogeler, operador decâmbio da corretora Didier Levy. A principal expectativa dos agentes é por um corte maisagressivo dos juros norte-americanos ainda neste mês peloFederal Reserve. Nesta quarta-feira, o presidente do Fed deFiladélfia, Charles Plosser, manteve as portas abertas para umaredução no custo dos empréstimos. Mas Roberto Padovani, economista-chefe do Banco WestLB doBrasil, lembra que o mercado não pode ter muita esperançaquanto a um alívio monetário mais contundente pelo bancocentral norte-americano. "A inflação embicou nos EUA, voltou asubir. (O Fed) não tem muita margem de manobra", disse. Na última hora de negócios, o Banco Central realizou umleilão de compra de dólares no mercado. A autoridade monetáriadefiniu taxa de corte a 1,7735 real e aceitou, segundo umoperador, uma proposta.

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