Dólar sobe 0,10% à espera do BC e de dados dos EUA

A atuação agressiva no Banco Central (BC) no leilão de compra de dólares no mercado à vista na tarde da última quinta-feira e a cautela perante a divulgação dos dados do payroll (sobre o mercado de trabalho) norte-americano, na manhã desta sexta-feira, deram sustentação à cotação do dólar na abertura dos negócios. A moeda iniciou o dia em alta de 0,10%, a R$ 2,072, no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).Na sua atuação de quinta, o BC aceitou todas as propostas apresentadas pelos investidores, inclusive aquelas que pediam taxas mais altas. O mercado estimou que o BC adquiriu quase US$ 500 milhões e o dólar devolveu parte das perdas que acumulava até então, para encerrar a quinta-feira a R$ 2,070 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), em queda de 0,22%. O fechamento do dólar comercial, que se dá mais tarde, foi a R$ 2,071, com recuo de 0,19%. No mercado futuro, eletrônico, o contrato de junho chegou ao final do dia com ganho de 0,02%.A postura do BC no leilão de compra de dólares desta quinta-feira criou também a expectativa de que a intervenção desta sexta ocorra mais cedo, ainda durante a manhã. Isso chancelaria a idéia criada pelo mercado de que a autoridade monetária passará a ser mais agressiva daqui para a frente e seria fundamental para segurar a trajetória de alta esperada para a abertura.Quanto ao payroll, os analistas internacionais estimam que o número de postos de trabalho criados é de 205 mil em abril. Para a taxa de desemprego espera-se 4,7% e para a variação no salário médio pago por hora a aposta é de alta de 0,3%. Se os dados efetivos se diferenciarem muito disso e houver movimentos bruscos nos ativos estrangeiros, o dólar tende a reagir aqui: para baixo se os números dos Estados Unidos mostrarem desaquecimento da economia e para cima se ocorrer o contrário. Os especialistas ressaltam, no entanto, que o eventual fôlego para alta seria limitado. Isso porque um ganho nas cotações do dólar, agora, tenderia a trazer exportadores ao mercado. Esses players têm se mostrado tímidos nos últimos dias, segurando operações à espera de taxas mais favoráveis.

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