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Dólar sobe 0,81% e se aproxima de R$ 2,25

Moeda americana acompanhou de perto a agenda dos EUA e perdeu força após o fim da reunião do Fed

Claudia Violante, Agência Estado

30 de julho de 2014 | 17h18

A reunião de política monetária do Federal Reserve foi o principal destaque desta quarta-feira e decisivo para o comportamento do dólar no fechamento da sessão. Depois que o Fomc manteve inalterada sua taxa básica de juros entre zero e 0,25% e cortou em mais US$ 10 bilhões a compra mensal de bônus a moeda norte-americana, que vinha em alta, perdeu um pouco de força. 

A decisão do Fed veio em linha com o que era esperado, apesar das apostas de última hora de que poderia haver algum sinal sobre antecipação de aumento de juros após a divulgação do PIB do país. No segundo trimestre, a maior economia do planeta exibiu expansão de 4%, ante previsão de alta de 3%, o que gerou especulação sobre o início do processo de alta da taxa de juros em um prazo mais próximo. 

O dólar acompanhou bem de perto a agenda norte-americana. Quando saíram os dados da ADP, pela manhã, a moeda perdeu força em meio a dados abaixo da previsão. A criação de vagas no mercado privado somou 218 mil em julho, ante previsão de 238 mil, levando a alta do dólar a recuar um pouco lá fora e no Brasil. O dado seguinte foi o PIB, e a reação foi justamente a contrária. A moeda esticou depois da expansão acima das projeções, renovando máximas. Durante o dia, o dólar oscilou entre a mínima de R$ 2,2340 e a máxima de R$ 2,26, sempre em alta. No fim, terminou em +0,81%, a R$ 2,2480.

Hoje era dia de fluxo cambial e os números apenas reforçaram o viés positivo dado à moeda pelo exterior. O Banco Central anunciou que o fluxo em julho está negativo em US$ 4,680 bilhões. No ano até 25 de julho, o fluxo também está no vermelho, em US$ 534 milhões, enquanto que na semana entre 21 e 25, a saída superou a entrada em US$ 641,3 milhões. 

O quadro todo congelou à tarde, após o resultado do encontro do Fomc, que não trouxe alterações na rota até então traçada e esperada pelo mercado. A moeda teve pouca oscilação até o final, ficando na casa de R$ 2,24. No mercado futuro, o dólar para agosto operava, às 16h48, em alta de 0,65%, a R$ 2,2485.

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