Dólar sobe 0,83% com atuação do BC; Bovespa recua 1,40%

Com atuações do Banco Central (BC), tanto no mercado à vista de dólar quanto no mercado futuro, o dólar comercial encerrou esta quarta-feira em alta de 0,83% em relação aos últimos negócios de ontem. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 2,1950 na ponta de venda das operações.No mercado de juros, as taxas subiram um pouco. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o dia em queda de 1,40%. O risco Brasil - taxa que mede a desconfiança do investidor estrangeiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do País -, que ontem chegou ao seu menor patamar (316 pontos), fechou hoje em 317.Mesmo com a queda do risco-País para os mais baixos níveis históricos, o governo não está satisfeito. O secretário-adjunto do Tesouro Nacional José Antonio Gragnani disse hoje que o nível atual do risco brasileiro ainda "não faz jus" aos fundamentos da economia. "O risco está acima do que os fundamentos apontam e poderiam alcançar. Deveria estar abaixo do que está", disse ele ao Estado. Desde a semana passada, o risco brasileiro vem batendo recordes sucessivos de queda. Na quinta-feira, um dia depois de o governo divulgar o resultado negativo do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, o risco fechou no nível mais baixo da história, em 329 pontos. O recorde anterior, de 337 pontos, havia sido registrado em outubro de 1997, quando o índice começou a ser divulgado. Quanto menor o risco, mais barato sai para o governo financiar a sua dívida em títulos públicos. Apresentações para investidoresDe Cingapura, onde participa de um road-show, Gragnani informou, por telefone, que os investidores asiáticos estão "impressionados" com a economia brasileira e mostraram grande interesse em comprar títulos da dívida interna nacional (o Tesouro tem vendido papéis da dívida interna no exterior). "Eles estão muito otimistas com o Brasil. Isso é fato. Não é boato", afirmou. Segundo Gragnani, os investidores também mostraram grande interesse em títulos da dívida externa, movimento que já vem sendo observado nas recentes captações externas. Os investidores parecem não estar preocupados com a queda do PIB no terceiro trimestre. "Eles entendem que ela é pontual", observou Gragnani. A missão brasileira que está na Ásia já esteve em Hong Kong, Malásia e Cingapura e segue hoje para Los Angeles, nos Estados Unidos, onde terá encontro também com investidores estrangeiros.O road-show é organizado pelo Best, um grupo formado por representantes de instituições do mercado de capitais para divulgar no exterior a infra-estrutura do mercado financeiro brasileiro. É o segundo road-show que o Tesouro faz na Ásia em menos de 40 dias.

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