Dólar sobe 1,3%, mas acumula baixa de 2,2% na semana

Moeda avançou para R$ 2,418 diante da aversão ao risco no exterior e as especulações da corrida eleitoral

Fabrício de Castro, O Estado de S. Paulo

10 de outubro de 2014 | 16h45

O dólar encerrou a sexta-feira em alta consistente, influenciado pela aversão ao risco vinda do exterior, sendo que as especulações em torno da corrida eleitoral também continuaram a permear os negócios. No acumulado desta semana, porém, o dólar recuou ante o real. 

O dólar à vista negociado no balcão fechou hoje em alta de 1,30%, aos R$ 2,4180, tendo acelerado a queda na reta final em função do exterior. Na semana, houve queda de 2,22%. No mercado futuro, o dólar para novembro, que encerra apenas às 18 horas, subia 0,87% há pouco, aos R$ 2,4330. 

A moeda americana à vista oscilou em alta durante toda a sexta-feira no Brasil, sendo que o viés positivo vindo do exterior determinou o movimento. Tudo porque, lá fora, os investidores correram para ativos mais seguros em função das preocupações com o desempenho da economia mundial, reforçadas pela perspectiva de que a Alemanha revise sua projeção de crescimento. Pela manhã, o Ministério da Economia da Alemanha avaliou que fatores geopolíticos e a fraca demanda da zona do euro por produtos alemães pesam na perspectiva para a economia. O comentário surge após o país, nos últimos dias, divulgar uma série de dados econômicos decepcionantes. 

No âmbito local, os investidores também reagiam às pesquisas Ibope/Estadão/TV Globo e Datafolha que saíram na noite de quinta-feira. Ambos os levantamentos mostraram empate técnico entre Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) no segundo turno, com o tucano numericamente à frente (51% a 49% dos votos válidos). A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Como pesquisas de outros institutos haviam sugerido, um dia antes, uma vantagem maior para Aécio, os resultados do Ibope e do Datafolha trouxeram certa frustração e ajudaram a sustentar os ganhos do dólar ante o real. Na semana, no entanto, ainda prevaleceu a baixa em função da euforia inicial com a ida de Aécio Neves para o segundo turno.  

Hoje, o giro à vista do dólar era bem reduzido, de apenas US$ 576,8 milhões perto das 16h30. No mercado futuro, houve mais negócios, com o giro próximo de US$ 14 bilhões. 

Pela manhã, o Banco Central fez as intervenções previstas: vendeu 4 mil contratos de swap (equivalente à venda de dólares no mercado futuro), injetando US$ 197,7 milhões no sistema, e outros 8 mil contratos (US$ 393,3 milhões) para rolagem dos vencimentos de novembro.

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