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Dólar sobe 1% com exterior, a poucas horas de Copom

O dólar fechou em alta de quase 1 por cento ante o real nesta quarta-feira, tendo intensificado a valorização no período da tarde conforme aumentava a aversão a risco nos mercados internacionais .

JOSÉ DE CASTRO, REUTERS

19 de outubro de 2011 | 18h03

O movimento ocorreu antes da decisão de política monetária do Banco Central (BC), prevista para após o fechamento dos mercados.

A moeda norte-americana teve alta de 0,98 por cento, para 1,7758 real na venda, após cair também 0,98 por cento logo nos primeiros negócios.

"Deu uma piora lá fora no meio da tarde, e foi nesse momento em que houve um fluxo mais negativo", afirmou o gerente de câmbio da Fair Corretora, José Roberto Carreira.

Segundo Carreira, a taxa de câmbio acentuou a alta enquanto as bolsas de valores em Nova York ampliavam as perdas, após o Federal Reserve reportar uma avaliação sobre a economia dos Estados Unidos que não foi bem recebida.

Em seu Livro Bege, sumário das condições econômicas dos EUA, o Fed afirmou que as perspectivas para a economia norte-americana pareceram esfriar em setembro, apesar de a atividade ter crescido ligeiramente naquele mês.

A alguns minutos do fechamento, o índice acionário Standard and Poor's 500 da Bolsa de Nova York caía 1,2 por cento, enquanto o Ibovespa cedia 0,4 por cento.

Para o operador de câmbio de uma corretora paulista, que preferiu não ser identificado, os investidores também operaram de olho nas expectativas pela decisão de política monetária do BC.

Das 26 instituições financeiras consultadas em pesquisa da Reuters, 22 projetam queda de 0,50 ponto, levando-a a 11,50 por cento ao ano, duas estimavam corte de 1 ponto e duas apostavam em 0,75 ponto de redução.

No final de agosto, o BC surpreendeu com um baixa de 0,5 ponto no juro, após cinco altas seguidas. No mês seguinte, o dólar disparou 18 por cento, e alguns profissionais do mercado argumentaram que as perspectivas de mais reduções na taxa básica de juros favoreceram esse movimento, uma vez que teriam tornado as aplicações brasileiras menos atrativas.

"Nosso juro ainda é muito alto, e o mercado (de câmbio) já vem precificando essas quedas (da Selic). Mas se vier uma baixa mais forte do juro, o dólar pode engatar altas", afirmou o operador.

Da pauta do dia, o fluxo cambial brasileiro ficou positivo em 3,403 bilhões de dólares em outubro até o dia 14, número um pouco abaixo do registrado nos primeiros cinco dias do mês, devido a uma leve saída de recursos na semana passada, mostraram dados do BC.

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