Dólar sobe 2,55% e Bolsa despenca mais de 5%

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 2,55% em relação aos últimos negócios de sexta-feira, cotado a R$ 3,1400 na ponta de venda das operações. Trata-se do patamar mais elevado desde 14 de abril de 2003. A moeda norte-americana iniciou o dia no patamar de R$ 3,1270 e oscilou entre a máxima de R$ 3,1500 e a mínima R$ 3,0970. Com o resultado de hoje, o dólar registra alta de 7,09% em maio e acumula baixa de 8,16% no ano. Às 16h39, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em forte queda de 5,33%. Entre as ações que compõem o Ibovespa ? índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa -, apenas quatro operam em alta: as preferenciais (PN, sem direito a voto) da Tele Leste Celular (3,28%); as ordinárias (ON, com direito a voto) da Companhia Vale do Rio Doce (0,99%); Tractebel ON (0,83%); Embratel Participações ON (0,59%). O volume de negócios está acima de R$ 1 bilhão.O risco Brasil ? taxa que mede a desconfiança do investidor estrangeiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do país ? está em 798 pontos base. Quanto maior esta taxa, maior o risco e maior o prêmio exigido pelos investidores para a negociação do papel. Cresce aversão ao riscoSegundo analistas, há um aumento da aversão ao risco nos mercados mundiais. Isso porque é cada vez mais forte a expectativa de alta dos juros nos Estados Unidos, cenário que prejudica a atividade econômica no mundo todo. Para o Brasil, a alta das taxas norte-americanas encarece a captação de recursos no exterior. Ou seja, governo e empresas pagarão mais caro para conseguir recursos. O resultado é o aumento da dívida do País e uma dificuldade maior para que as empresas possam investir e conseguir lucros. Além disso, juros mais altos nos Estados Unidos dificulta a exportação de produtos brasileiros para lá, o que reduz a entrada de dólares no País e prejudica o desempenho das empresas. O capital para investimento estrangeiro em ativos brasileiros também fica menor, já que é possível conseguir ganho em mercados com risco menor nos Estados Unidos. Essa conjunção de fatores diminui a disposição dos investidores em colocar recursos em países com risco que oferecem um rendimento superior em seus ativos. É o caso dos países emergentes, entre eles o Brasil que, juntamente com Turquia, Equador e Peru, lideram a queda de preço dos papéis no mercado de títulos da dívida.

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