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Dólar sobe ante real com piora no humor externo

O dólar abriu a semana em alta frente ao real, reagindo à maior aversão a risco em todo o mundo por preocupações com a situação fiscal dos Estados Unidos e da Grécia.

JOSÉ DE CASTRO, REUTERS

20 de abril de 2011 | 14h58

Perto do fechamento desta segunda-feira, contudo, a moeda reduziu os ganhos, em meio a alguma melhora nas principais bolsas de valores internacionais.

A cotação terminou em 1,590 real na venda, alta de 0,76 por cento. Na máxima do dia, a cotação chegou a avançar a 1,60 real, nível não visto desde 7 de abril.

"Tem uma aversão a risco generalizada lá fora. Preocupação com os Estados Unidos, a Grécia... É natural o dólar subir contra o real, até porque está subindo lá fora também", afirmou Victor Asdourian, operador de câmbio da Hencorp Commcor Corretora.

A notícia que mais repercutiu entre os players foi a piora na perspectiva da nota de crédito dos Estados Unidos pela Standard & Poor's, que citou um "risco material" de que os formuladores de políticas não concordem sobre como reduzir o amplo déficit orçamentário do país.

Embora tenha mantido o rating máximo "AAA" aos EUA, a S&P disse que as autoridades norte-americanas não deixaram claro como pretendem combater as pressões fiscais de longo prazo. Ainda de acordo com a agência, a perspectiva negativa sinaliza ao menos uma chance em três de que o rating seja reduzido dentro de dois anos .

A possibilidade de que a Grécia peça uma reestruturação da dívida também abateu o humor de investidores. O país e a Comissão Europeia negam que isso esteja em pauta, mas um jornal grego afirmou que Atenas já solicitou aos credores que o assunto seja discutido. Para fontes alemãs, a Grécia não passa do meio do ano sem que reveja a dívida a ser paga

.

O euro registrava a maior queda percentual diária frente ao dólar desde novembro. Tal movimento alimentava a valorização de 0,9 por cento da moeda norte-americana ante uma cesta de divisas.

As bolsas em Wall Street diminuíam a queda para cerca de 1 por cento, enquanto o índice de volatilidade da CBOE saltava 10,6 por cento --mas já subira cerca de 20 por cento durante o dia.

O mercado monitorou ainda comentários do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre medidas no câmbio. Em Nova York, Mantega afirmou que o governo continuará tomando ações para conter valorização excessiva do real, mas ponderou que não se pode esperar uma medida por dia no câmbio.

O Banco Central manteve as atuações diárias sobre o mercado e adquiriu dólares através de dois leilões à vista, com taxas de corte de 1,5992 real e 1,5890 real, respectivamente.

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