Dólar sobe apesar da alta da Selic

Apesar do conjunto de medidas tomado pelo Banco Central na sexta-feira e da alta ontem da taxa de juros referencial da economia, a Selic, de 18% para 21% ao ano, o dólar segue a trajetória de alta. Na abertura dos negócios, às 9h46, o dólar comercial estava sendo vendido a R$ 3,8700, em alta de 0,26% em relação ao fechamento de sexta-feira. Veja aqui a cotação do dólar dos últimos negócios. Os investidores estão de olho, principalmente, no volume de vencimentos de dívida cambial privada e pública deste mês. E nesta manhã o Banco Central vai fazer mais um leilão de contratos atrelados à variação do dólar, com objetivo de dar continuidade à rolagem do vencimento de US$ 3,6 bilhões da próxima quinta-feira. Até agora, o BC rolou 53,5% desse vencimento, a maior parte em contratos para 1 de novembro próximo. Hoje, a autoridade monetária oferece contratos um pouco mais longos, mas que vencem ainda sob a regência de FHC, com vencimento 2/12/2002. A operação ocorrerá entre as 12 horas e as 13 horas. Serão ofertados 10.800 contratos e o resultado oficial será divulgado a partir das 14h30. Os analistas dizem que a alta de juro ontem não terá mais impacto no dólar e a avaliação é de que o BC já ajustou a política monetária à trajetória de inflação, em vez de mirar o câmbio. Nesse sentido, alguns são críticos e dizem que, "para fazer isso, o BC poderia ter esperado a próxima reunião do Copom nos dias 22 e 23". Outros até defendem o encontro extraordinário de ontem e argumentam que o governo está mostrando que, mesmo em final de mandato, segue trabalhando.

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