Dólar sobe com busca por proteção e apaga perdas no mês

O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,3260, em alta de 2,02%. No mês, a alta é de 0,48%

Da Redação,

17 de fevereiro de 2009 | 17h33

Receios em relação à exposição dos bancos da Europa Ocidental aos bancos do Leste Europeu reavivaram nesta terça-feira, 17, a aversão ao risco nos mercados e o interesse pela compra de dólares no mundo todo. O ouro e os títulos do Tesouro norte-americano, cujos preços subiram, também serviram de refúgio para alguns investidores. Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise    A valorização da moeda norte-americana foi generalizada e, no mercado brasileiro, suficiente para apagar a queda que vinha sendo registrada em relação ao real este mês. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,3260, em alta de 2,02%. No mês, a alta é de 0,48% e no ano cai 0,39%. O ajuste das cotações só não foi maior, segundo operadores consultados, porque os exportadores se destacaram na venda de moeda, o que reduz a pressão de alta sobre o dólar. "O mercado lá fora está muito deprimido, a Europa está muito deprimida e os Estados Unidos também. Essa crise está cada vez mais saindo do controle", avaliou Mario Paiva, analista de câmbio da Corretora Liquidez.  As bolsas de valores europeias caíram para o menor nível de fechamento em três semanas, com a desvalorização de ações de bancos por preocupações com novas perdas causadas pela crise global e o impacto da recessão em países emergentes do continente.  Nos Estados Unidos, os principais índices acionários derretiam, por temores de que a recessão esteja piorando e que as medidas propostas pelo governo de Barack Obama para estabilizar o enfraquecido sistema financeira não sejam suficientes.  As bolsas de Nova York caíam em torno de 3% no momento em que as operações no mercado de câmbio brasileiros fecharam. Enquanto isso, o principal índice da Bovespa caía em torno de 4%.  "O pacote tem suas limitações. Ele não é uma solução imediata, mas sim um conjunto de soluções que vai demorar um tempo para surtir efeito", ponderou Paiva. "É uma crise sem precedentes."

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