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Dólar sobe com déficit nas contas externas

Moeda terminou com alta de 0,36%, para R$ 2,226, influenciado pela resultado das transações correntes e indicadores dos EUA

Álvaro Campos, Agência Estado

24 de junho de 2014 | 17h05

O dólar fechou em alta ante o real nesta terça-feira, beneficiado por uma conjunção de fatores. Além de o Brasil ter registrado o maior déficit em transações correntes da história em maio e no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o que pressiona a moeda brasileira, o dólar foi beneficiado por indicadores positivos sobre a economia dos EUA e a busca por segurança, em função das tensões no Iraque.

O dólar à vista no balcão terminou com alta de 0,36%, na máxima de R$ 2,2260. O giro estava em US$ 1,83 bilhão por volta das 16h30, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa. No mercado futuro, o dólar para julho avançava 0,34%, a R$ 2,2300. O volume de negociação era de quase US$ 12,97 bilhões.

O índice ICE Dollar, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de seis principais rivais, tinha alta de 0,09%, aos 80,34 pontos. O dólar também subia de maneira generalizada ante as principais moedas emergentes e de países exportadores de commodities, com destaque para os ganhos ante o dólar australiano (+0,56%), o dólar neozelandês (+0,51%) e o rand sul-africano (+0,59%).

O Banco Central informou hoje que o País teve um déficit de US$ 6,635 bilhões em maio, o maior para meses de maio da série história, iniciada em 1947. O rombo no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, de US$ 40,074 bilhões, também é recorde. Operadores citaram ainda uma saída de recursos do País pela manhã, que estaria relacionada com a Petrobras.

No exterior, dados positivos dos EUA também ajudaram o dólar. O índice de confiança do consumidor medido pelo Conference Board subiu para 85,2 em junho, de 82,2 em maio, acima das previsões de economistas consultados pela Dow Jones, de 83,5. As vendas de moradias novas, por sua vez, subiram para 504 mil em maio, alta de 18,6% ante o mês anterior, acima das estimativas de aumento para 435 mil imóveis novos. O avanço foi o maior em 22 anos.

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