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Dólar sobe com giro forte após reavaliação do fluxo cambial

Cenário:

SILVANA ROCHA , O Estado de S.Paulo

29 de março de 2012 | 03h07

A aversão ao risco que derrubou as bolsas de valores no mundo todo e os preços de commodities ontem também deu impulso ao dólar no mercado de moedas. Mas a divisa norte-americana valorizou-se bem mais ante o real do que em relação a moedas de outros países exportadores de commodities, a exemplo do Brasil. O ajuste positivo de preço aqui foi acompanhado de um forte aumento de negócios, tanto à vista como no mercado futuro. O fluxo cambial positivo pela manhã foi absorvido pelo Banco Central (BC), que teria adquirido um volume maior de moeda no leilão à vista realizado no fim da primeira parte da sessão. Além disso, houve demanda preventiva de moeda por tesourarias de bancos à tarde e o aumento das rolagens de contratos futuros. Desse modo, o dólar à vista fechou na cotação máxima no balcão, a R$ 1,8280, alta de 0,83%. Com o resultado, a moeda ampliou a valorização no mês para 6,53% e reduziu a perda contabilizada no ano para 2,19%. O giro total à vista saltou 355% em relação ao anterior, para US$ 4,331 bilhões.

Por trás da firme valorização do dólar ante o real está uma mudança na expectativa do mercado sobre o fluxo cambial futuro. Com as medidas já adotadas e as insistentes ameaças do governo com novas ações, o mercado passou a reavaliar a possibilidade de uma avalanche de recursos estrangeiros rumo ao País no futuro próximo. Na quarta semana deste mês, o fluxo cambial efetivo foi negativo em US$ 306 milhões, contrastando com o movimento observado até a terceira semana, quando o País havia recebido US$ 5,622 bilhões. No mês até o dia 23, o fluxo é positivo em US$ 5,316 bilhões e, no acumulado do ano, em US$ 18,303 bilhões.

A Bovespa foi contaminada pela queda das Bolsas internacionais, após os indicadores mais fracos que o esperado nos EUA e a renovação das preocupações com o crescimento chinês. As ações ligadas a matérias-primas recuaram em bloco, assim como os bancos. Os papéis da BM&FBovespa seguiram a mesma trajetória, após um revés judicial. O Ibovespa caiu 1,45%, aos 65.079,34 pontos, com giro de R$ 6,790 bilhões.

Na renda fixa, os contratos futuros de juros voltaram a projetar queda para as taxas em meio à espera do Relatório Trimestral de Inflação, a ser divulgado hoje pelo BC. Os analistas vão se debruçar sobre o relatório para avaliar as justificativas do BC sobre a sinalização de que o juro básico do País, a Selic, deve se aproximar do piso histórico do juro, em 8,75% ao ano.

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