Dólar sobe com temor de guerra e inflação

O mercado cambial brasileiro seguiu hoje o comportamento dos indicadores externos, que refletiram o pessimismo com o impacto que a guerra no Iraque, dada como certa, terá sobre a economia mundial. A alta da inflação também está preocupando os investidores. A alta do dólar só não foi maior por causa da confirmação pelo Itaú do fechamento da primeira captação em euros, de ? 60 milhões.O dólar comercial fechou na mínima do dia, mas ainda com ganho expressivo de 0,90%, a R$ 3,592. Neste mês, a moeda americana acumula alta de 2,10% frente o real e, no ano, +1,47%.Na bolsa, as consequências da guerra sobre os preços internacionais e a hipótese de o Copom ser forçado a elevar a Selic por causa da alta da inflação dominaram os negócios. O Ibovespa fechou em baixa de 0,25% e o volume financeiro somou R$ 419 milhões. Já as negociações entre a Varig e a TAM para a criação de uma nova empresa aérea, na tentativa de driblar a crise do setor aéreo no país, agradaram os investidores. Varig PN fechou em alta de 7,27%. O setor das empresas celulares também tiveram um dia de alta, após o anúncio do reajuste de 22% das ligações a partir de sábado. Tele Leste Celular PN, com alta de 5%, e Tele Nordeste Celular PN, avanço de 4,37%, lideraram o ranking do Ibovespa. No mercado de juros, a preocupação com a inflação e o temor da guerra justificaram uma forte alta nos DIs futuros nesta quinta-feira. Hoje, os DIs futuros encerraram o pregão projetando as seguintes taxas: DI de julho, 27,70% (contra 27,33% de ontem); DI de abril, 26,58% (26,36%); DI de março, 26% (25,70% ontem); e DI de outubro, 28,45%(28,15%).

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