Coluna

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Dólar sobe com tensão externa; Bolsa cai mais de 3%

Bolsas americanas reagiram novamente ao mercado de crédito imobiliário de risco nos Estados Unidos (subprime)

Reuters,

19 de novembro de 2007 | 16h52

O clima tenso nos mercados internacionais dominou a véspera de mais um feriado e fez o dólar fechar em alta de mais de 1% nesta segunda-feira, em uma sessão mais fraca que o normal. A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 1,7670, com valorização de 1,20%. Em novembro, o dólar acumula alta de 1,67%. No final da sessão, o Banco Central voltou ao mercado para comprar dólares em leilão. Na operação, o BC definiu taxa de corte a R$ 1,7598 e aceitou, segundo operadores, ao menos duas propostas.   Veja também:  Os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA A iminência de mais um feriado praticamente travou os negócios na primeira metade da sessão. Na terça-feira, a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não abrem em meio à comemoração do Dia da Consciência Negra em São Paulo e no Rio de Janeiro. "(Com o feriado), os agentes ficam mais cautelosos ainda em relação ao dia de amanhã", disse Carlos Alberto Postigo, operador de câmbio da Action Corretora. "São os dois grandes centros financeiros" do Brasil, acrescentou.    Mais uma vez, as bolsas americanas reagiram novamente ao mercado de crédito imobiliário de risco nos Estados Unidos (subprime). Os bancos começam a divulgar as perdas reais com a inadimplência do setor. Com isso, os papéis dos bancos caem forte nas bolsas. As ações do Citigroup caíram 4% na abertura do mercado, depois de o Goldman Sachs ter rebaixado sua recomendação de neutra para venda, citando as dificuldades no mercado de crédito. O Goldman Sachs estimou que o Citigroup sofrerá baixas contábeis relacionadas a obrigações com dívida colateralizada (CDOs) de US$ 15 bilhões nos próximos dois trimestres.   Na Europa, as ações da companhia de resseguros Swiss Re despencaram mais de 6%, após revelar baixa contábil de US$ 1,1 bilhão relacionada ao subprime, por conta das perdas no seguro de um portfólio de títulos lastreados em ativos de um cliente. O resultado foi a queda de mais de 3% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Às 16h55, em Nova York, o índice Dow Jones cai 1,58% e a Nasdaq cede 1,86%. A revisão em baixa nas expectativas de venda da varejista Lowe's também chamou a atenção dos investidores, especialmente com a proximidade do período mais importante para o varejo dos EUA, que começa após o feriado de Ação de Graças, quinta-feira. Citando os problemas no mercado imobiliário norte-americano, a Lowe's disse que suas vendas no quarto trimestre fiscal irão crescer 3% em todas as lojas (entre 3% a 4% no ano) e cair entre 3% a 5% em lojas abertas há mais de um ano (-4% em 2007). Analistas esperavam aumento de 6% nas receitas gerais.   Anteriormente, a Lowe's havia estimado aumento de 6% nas vendas em todas as lojas em 2007 e queda de 2% nas lojas abertas há mais de um ano em 2007. No terceiro trimestre, a companhia registrou queda de 10% no lucro líquido, para US$ 643 milhões. Na abertura do mercado, seus papéis caíram 3,4%. Isso é mais um sinal de que os problemas no mercado imobiliário americano podem respingar em outros setores da economia.   Petróleo   A alta do petróleo é outro foco de pessimismo, segundo analistas. O produto voltou a subir nesta segunda-feira, sustentada pela queda do dólar e pelas tensões com relação ao programa nuclear iraniano. A reunião da Opep deste fim de semana contribuiu para a alta dos contratos, depois de os países membros optarem por não aumentar a oferta. Além disso, apesar da resistência da Arábia Saudita, os membros da Opep discutiram abertamente o impacto do dólar fraco em suas economias e o Irã e a Venezuela pressionaram o grupo para começar a precificar o barril de petróleo em uma cesta de moedas.

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