Dólar sobe com vencimentos e segundo turno

Os vencimentos pesados de dívida em dólar, tanto privados, quanto públicos, agendados para a segunda quinzena do mês, estão pressionando a cotação da moeda norte-americana. Nem mesmo a confirmação de um segundo turno, que na verdade foi antecipada no final da semana passada, conseguiu aliviar a trajetória do dólar nesta manhã. Até porque, pelo menos por enquanto, poucos acreditam numa reversão nos números que possa levar José Serra (PSDB/PMDB) à vitória. No dia 17, vencem US$ 3,6 bilhões em títulos cambiais e o mercado já mostrou que a rolagem desses compromissos não será fácil, nem integral. Na sexta-feira, a autoridade monetária tentou renovar esses vencimentos, mas não aceitou nenhuma das propostas do mercado. Para os investidores que forem abandonar essas posições, interessa um dólar alto. Paralelamente, há os compromissos que as empresas têm para honrar no exterior. Pelos números do mercado, são mais de US$ 2 bilhões no mês, sendo a maior parte concentrada nos 20 últimos dias do mês. Há instantes, o dólar comercial era cotado a R$ 3,72, na máxima de hoje, com alta de 2,76%.

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