Amauri Nehn|Pagos
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Dólar tem maior alta diária em mais de dois meses e fecha acima de R$ 3,82

Mercado reagiu a declarações do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e seu vice, Hamilton Mourão

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13 de novembro de 2018 | 12h09
Atualizado 13 de novembro de 2018 | 19h54

O dólar ampliou a alta ante o real e voltou aos níveis pré-eleição, em meio ao mal-estar provocado pela declaração do presidente eleito Jair Bolsonaro de que dificilmente será aprovada alguma proposta relacionada à reforma da Previdência este ano e também com a aversão ao risco no exterior.

A moeda americana à vista fechou com avanço de 1,78%, a R$ 3,8268, maior cotação desde 5 de outubro e a maior valorização diária desde 3 de setembro. O aumento da aversão ao risco tanto aqui quanto lá fora também impôs perdas ao Ibovespa, que terminou em baixa de 0,71%, aos 84.914,11 pontos, com destaque para o recuo acima de 4% dos papéis da Petrobrás.

Pesou sobre as divisas emergentes e ligadas a commodities a queda de cerca de 7% dos preços do petróleo no mercado internacional, a 12ª consecutiva, diante da maior oferta global revelada por relatório da Opep.

A desvalorização do real, que teve o pior desempenho entre seus pares, se intensificou à tarde, influenciada ainda pelo movimento mais intenso de antecipação de compra de dólar e também por fluxo de saída dos estrangeiros, antes do feriado prolongado no Brasil a partir desta quinta-feira, 15.

Em Wall Street, com o tombo do petróleo, o Dow Jones e o S&P 500 operavam no campo negativo. Nos juros futuros domésticos, os contratos de curto prazo reduziram a queda e fecharam quase estáveis, e os de longo prazo terminaram em alta. A postura mais defensiva se ampliou na sessão estendida, quando as taxas intermediárias e longas renovaram as máximas, mas a avaliação no mercado é que a curva até que se comportou bem, considerando a forte pressão do câmbio.

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