Dólar sobe e Bolsa tenta recuperação

O mercado financeiro continua atento à questão do petróleo e aos índices de inflação no Brasil e, em ambos os casos, as notícias são positivas. O preço do petróleo, apesar das oscilações, manteve-se estável abaixo de US$ 34,00. No caso da inflação, os últimos índices confirmaram a tendência de recuo. Diante disso, as taxas de juros cederam um pouco e, no início da tarde, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagavam juros de 16,950% ao ano, frente a 16,990% ao ano registrados ontem.Amanhã, será divulgado o resultado da primeira prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), vinculada à USP. O mercado começa a acreditar que o recuo do inflação pode ser maior do que esperado inicialmente. As estimativas são de uma taxa em torno de 1,20%. Segundo um economista, isso garantiria um resultado entre 0,3% e 0,4% para o fechamento do mês e não 0,5%, como projetava o mercado até a semana passada. A política de redução de juros depende de uma queda dos índices de inflação, conforme já sinalizou o Comitê de Política Monetária (Copom) em suas últimas reuniões. Nos dias 19 e 20, o Comitê reúne-se para a reavaliação mensal da taxa básica de juros - Selic. Mas a maioria dos analistas acredita que ainda é cedo para um novo corte na Selic e que, adotando uma postura de cautela, o Copom deve manter os juros em 16,5% ao ano.No mercado acionário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tenta superar a instabilidade do mercado externo. No início da tarde operava com alta de 0,31% e o volume de negócios girava em torno de R$ 305 milhões. Os papéis do setor telecomunicações, revertendo a tendência de queda registrada ontem, conseguem desempenho melhor nesta quarta. Exemplo disso é a Embratel que, no final da manhã. subia 1,74%.Já o dólar comercial está sendo negociado a R$ 1,8340 na ponta de venda - uma alta de 0,22% em relação aos últimos negócios de ontem. Alguns operadores atribuíram o avanço do dólar a um movimento de saída da moeda norte-americana do País. Mas a oscilação do preço do petróleo também é vista como um fator de instabilidade para esse mercado.

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