Dólar sobe e ‘fura’ a barreira de R$ 2,40

Dólar sobe e ‘fura’ a barreira de R$ 2,40

Fortalecimento da candidata à reeleição Dilma Rousseff na corrida presidencial levou a moeda a subir 0,54%, para R$ 2,408, completando a 11ª alta nas últimas 12 sessões

Ana Luísa Westphalen , O Estado de S. Paulo

23 de setembro de 2014 | 16h54

O fortalecimento da candidata à reeleição Dilma Rousseff nas últimas pesquisas eleitorais levaram o dólar a fechar acima do patamar de R$ 2,40 na sessão desta terça-feira. Foi a 11ª alta da moeda norte-americana nas últimas 12 sessões. O ajuste positivo também indica que o mercado pode estar testando a tolerância do Banco Central à alta de preço, com operadores divididos sobre a possibilidade de a autoridade monetária eventualmente aumentar a oferta de moeda. 

O dólar à vista no balcão terminou a sessão cotado a R$ 2,4080, um avanço de 0,54%, a despeito de o viés para a divisa dos EUA no exterior ser misto. Este é o maior patamar desde 12 de fevereiro, quando o dólar terminou cotado a RS 2,4230. Ao longo da sessão de hoje, oscilou entre a mínima de R$ 2,3880 e a máxima de R$ 2,4130. Por volta das 16h30, o giro à vista era de US$ 1,898 bilhão, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa. No mercado futuro, o dólar para outubro avançava 0,27%, a R$ 2,4105. 

O dólar se manteve em alta durante toda a tarde, após uma manhã volátil, em que abriu em leve queda em meio ao otimismo externo moderado com a melhora do PMI industrial da China em setembro. A moeda passou a se fortalecer ante o real de forma mais intensa após a divulgação dos números da pesquisa CNT/MDA. Nesta quinta-feira, o Banco Central vendeu os lotes de swap cambial ofertados em seus dois leilões, de US$ 197,5 milhões no início do dia e mais US$ 196,2 milhões na operação de rolagem de swap de outubro. 

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