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Dólar sobe forte em dia de decisão do Copom

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que será divulgada hoje após o fechamento dos negócios, será um dos principais focos de atenção dos investidores durante o dia. Segundo apuração do repórter Sérgio Lamucci, de 11 analistas consultados, dez apostam em uma elevação de 0,5 ponto porcentual. Com isso, a taxa passaria de 16,25% para 16,75% ao ano (veja mais informações no link abaixo).O mercado financeiro abriu instável hoje. O dólar comercial chegou a ser cotado a R$ 2,3460 na ponta de venda dos negócios. Há pouco era vendido a R$ 2,3370 - alta de 0,56% em relação aos últimos negócios de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 22,600% ao ano, frente a 22,540% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com leve alta de 0,30%.Analistas esperam alta da Selic Os principais motivos apontados pelos analistas para a alta da Selic são: a alta contínua do dólar, a inflação - principalmente em função de um possível reajuste dos combustíveis em julho e a alta nas tarifas de ônibus em São Paulo - e o impacto da crise de energia na economia brasileira.A alta do dólar preocupa pois pressiona para cima o preço dos produtos e insumos importados, o que afeta os índices de inflação. Na última reunião do Copom, em 18 de abril, o dólar oficial fechou cotado a R$ 2,1750 na ponta de venda dos negócios. Ontem, o patamar de fechamento foi de R$ 2,3062. Os analistas atribuem a contínua alta do dólar à crise argentina e às múltiplas conseqüências que a falta de energia pode trazer para a economia brasileira. Como são questões sem uma resolução no curto prazo, não há nenhuma certeza de que o dólar volte a recuar. Alguns economistas chegaram a afirmar que a cotação da moeda norte-americana poderia chegar a R$ 2,50 em uma situação extremamente desfavorável na Argentina - leia-se calote da dívida. Crise na ArgentinaO vice-ministro da Economia da Argentina, Daniel Marx, declarou ontem que a troca (swap) de títulos da dívida de curto prazo por papéis com vencimento mais longo deve ser anunciada nessa quinta-feira na Bolsa de Valores de Buenos Aires. O governo do país vizinho entregará hoje os últimos documentos necessários para a aprovação da Securities & Exchange Comission (SEC) - órgão norte-americano com funções semelhantes à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no Brasil. O governo argentino acredita que a oficialização do swap deve acontecer no dia 4 de junho e que envolveria um total de R$ 20 bilhões. Isso pode deixar o mercado mais otimista em relação à situação do país vizinho, mas não afasta os problemas econômicos mais profundos, ou seja, o equilíbrio das contas fiscais em um período mais longo e a retomada do crescimento econômico.Crise políticaNo cenário interno, além da expectativa em relação à decisão do Copom, os investidores ficam atentos ao desenrolar da crise política. Está marcada para hoje a votação do relatório do senador Roberto Saturnino Braga, que pede a abertura do processo de cassação dos senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e José Roberto Arruda (sem partido-DF).Porém, mesmo que aprovada, a instauração do processo pode durar até 15 dias úteis. Isso porque o presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), anunciou que a Mesa da Casa terá esse prazo para decidir se acata ou não provável recomendação de abertura do processo. O resultado é que o desfecho do caso pode ficar para o segundo semestre, quando os membros do Conselho de Ética terão sido trocados. InvestimentosNão deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

23 de maio de 2001 | 10h49

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