Dólar sobe na Argentina e atinge maior cotação desde maio

O mercado de câmbio quebrou a tendência de queda nesta quarta-feira e subiu a 2,91 pesos para a venda e 2,87 pesos para a compra. A cotação do dólar atingiu a maior cotação desde o dia 19 de maio passado, quando a moeda fechou por 2,95 pesos. A moeda já vinha apresentando leves altas desde a última quinta-feira, e acumula uma valorização de 11 centavos. Operadores ouvidos pela Agência Estado afirmam que a volta da alta do dólar frente ao peso é uma clara mudança de comportamento no mercado. Isso não significa que será mantida a mesma tônica nos próximos dias, já que o futuro da divisa está intimamente ligado à evolução de cinco fatores. O primeiro tem a ver com o baixo nível das taxas de juros que ?empurra? os investidores a sair de suas posições em pesos para voltar ao dólar. A maior demanda pela moeda norte-americana pressiona para cima as cotações. O segundo fator apontado pelos analistas diz respeito à menor liquidação de divisas por parte dos exportadores, o que reduz a entrada de moeda norte-americana no mercado interno argentino. O terceiro ponto é uma nova estratégia de intervenção do Banco Central. Para chegar a uma cotação de 3 pesos por dólar, como deseja o presidente Néstor Kirchner, o BC intervém comprando dólares. O quarto fator apontado pelos operadores é o interesse que as grandes empresas vêm demonstrando pela compra de dólares. Por último, os operadores explicam que o mercado sabe que o Banco Central se encontra em condições de defender uma eventual queda do dólar. Devido ao forte incremento registrado no estoque de Lebac (Letras do Banco Central), o BC não tem precisado recorrer à emissão de moeda para intervir no mercado.

Agencia Estado,

30 Julho 2003 | 15h45

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