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Dólar sobe no último dia, mas fecha o mês em queda de 3,86%

Investidores aproveitam clima negativo nos mercados para realizar ajustes; moeda fecha cotada a R$ 1,692

Silvio Cascione, da Reuters,

29 de fevereiro de 2008 | 16h54

O dólar fechou o dia em alta de 1,32% nesta sexta-feira, 29, encerrando a série de nove quedas seguidas, para ser cotado a R$ 1,692. Segundo agentes de mercado, os investidores aproveitaram o mau humor das bolsas para realizar ajustes após quase duas semanas de desvalorização.  A alta no dia, porém, não evitou que o dólar terminasse o mês com baixa acumulada de 3,86%. O dólar caiu em fevereiro, mesmo com a incerteza sobre a economia dos Estados Unidos, e a insistência em testar novas mínimas deve continuar em março, disseram analistas.  A manutenção da tendência de queda em março se deve principalmente à cada vez maior diferença entre o juro brasileiro e o norte-americano e à desvalorização geral do dólar no mundo.  Leonardo Miceli, da Tendências Consultoria, vê na própria economia norte-americana a principal razão para a continuação da queda. "O que está acontecendo não é só com o Brasil, mas sim com o dólar em relação a outras moedas do mundo", explicou Miceli.  "Nesse momento, os fatores são mais externos. Os fatores domésticos atuam com menos importância", concorda Roberto Padovani, estrategista de investimentos sênior para a América Latina do banco WestLB do Brasil.  Em fevereiro, outras moedas ganharam espaço em relação ao dólar. O euro, por exemplo, bateu vários recordes no final do mês e superou pela primeira vez a marca de US$ 1,50.  Juros  A principal causa desse fenômeno é a queda dos juros nos Estados Unidos, que torna aplicações em outros países mais atrativas para o investidor internacional. Com a perspectiva de uma nova redução em março, o mercado se antecipa e procura alternativas mais rentáveis.  Nesse cenário, o Brasil surge como um destino sedutor, já que paga juro básico de 11,25% ao ano - nos Estados Unidos, atualmente, o juro é de 3%. Para Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, isso distorce o mercado a ponto de a queda do dólar já nem responder somente ao fluxo.  "Fevereiro deve ter repetido o fluxo negativo (como em janeiro). Se deu positivo, foi muito discreto... O dólar está caindo em função do mercado de derivativos", comentou Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora.  Nehme, porém, não associa a queda do dólar no Brasil diretamente à alta do euro e de outras moedas de peso. Segundo ele, o real não é uma moeda de reserva, e sim uma "opção especulativa".  Isso pode, de acordo com Nehme, colocar um freio natural na queda do dólar em algum momento. "Até certa taxa, você tem ainda convicção de que pode ganhar (no mercado futuro). Mas vai começar a surgir a pergunta sobre qual é a taxa que o especulador começa a se expor à perda", explicou.  E, para reverter esse cenário de forma consistente, não vão bastar algumas notícias ruins sobre a economia norte-americana. "Se acontecer algum reflexo, não acredito que seja pelo mercado financeiro", disse, citando uma piora da balança comercial como possível forma de contágio de uma recessão nos Estados Unidos.

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