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Dólar sobe pelo 2º dia seguido com expectativa por novos leilões do BC

Em dia de poucos negócios, moeda americana subiu 1,11% e fechou cotada a R$ 3,26, acumulando alta de 1,74% em duas sessões

Lucas Hirata e Silvana Rocha, O Estado de S.Paulo

04 Julho 2016 | 18h50

O dólar somou duas altas consecutivas ante o real, sustentado por expectativas de novos leilões de swap cambial reverso, que equivale à compra de moeda, após as duas atuações seguidas do Banco Central, na sexta-feira e hoje. A moeda terminou com alta de 1,11%, a R$ 3,26, acumulando valorização de 1,74% em duas sessões. Intensificado pela baixa liquidez, diante do feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos, o ganho da moeda norte-americana também foi alimentado pela persistente queda do petróleo e o enfraquecimento de moedas de mercados emergentes, enquanto os investidores aguardam o resultado de indicadores e eventos internacionais ao longo da semana. 

O volume total negociado nesta segunda-feira foi de US$ 607,048 milhões, bem abaixo dos US$ 1,643 bilhão da sessão anterior, em meio ao feriado norte-americano do Dia da Independência. 

O Banco Central negociou mais cedo, pelo segundo dia útil consecutivo, um lote integral de 10 mil contratos de swap cambial reverso, com valor da venda de US$ 500 milhões. As operações ajudam a conter a queda do dólar, uma vez que são equivalentes à compra de dólar no mercado futuro e desmonte da posição em swap cambial tradicional. 

"A alta do dólar hoje é um movimento defensivo em função da possibilidade de o BC brasileiro fazer novo leilão de swap cambial reverso amanhã", afirmou o diretor na Correparti Corretora, Jefferson Rugik. "O BC deve continuar a fazer regularmente os leilões de swap cambial reverso, deixando claro que vai defender o piso virtual de R$ 3,20", acrescentou. Há pouco, o BC anunciou que fará mais um leilão de até 10 mil swap reverso, para dois vencimentos, amanhã, das 9h30 às 9h40. 

Bolsa. A Bovespa emplacou sua quinta alta consecutiva. A alta foi apoiada principalmente na valorização das ações de energia elétrica, siderurgia e mineração. Pela manhã, o Índice Bovespa chegou a subir até 1,31%, mas perdeu parte do fôlego e terminou o dia em alta de 0,64%, aos 52.568,65 pontos.

Com as bolsas americanas fechadas, o volume de negócios no mercado brasileiro de ações caiu quase à metade da média dos últimos dias. Foram movimentados R$ 3,61 bilhões na sessão de hoje, ante os R$ 7,35 bilhões negociados na última sexta-feira e os R$ 6,53 bilhões da média diária de junho. 

Sem a referência de Wall Street, as commodities ganharam maior influência. O minério de ferro iniciou a semana com alta de 3,5% no mercado à vista chinês. A alta expressiva impulsionou as ações dos setores de mineração e siderurgia, que ajudaram a sustentar o Ibovespa durante toda a sessão. Nesse grupo, os destaques ficaram com CSN ON (+6,16%), Vale ON (+2,11%) e Vale PNA (+2,04%).

Outro setor que se destacou na alta foi o elétrico, liderados pelos papéis da CPFL Energia. A alta, de 8,51%, foi gerada pelo anúncio feito na última sexta-feira de que a Camargo Corrêa fechou a venda de sua participação na companhia para a chinesa State Grid. O negócio  contagiou outras ações do setor elétrico e o índice da Bovespa que congrega somente ações do setor, fechou com alta de 3,61%. Nesse grupo, também se destacaram os papéis de Eletropaulo PN (+9,93%), Light ON (+5,16%), ambos fora do Ibovespa, e Cemig PN (+4,81%). 

Já a queda do petróleo foi um importante limitador da alta na Bolsa brasileira. O contrato futuro da commodity para setembro teve queda de 0,49% na bolsa de Londres, aos US$ 50,10 o barril. Assim, as ações da Petrobrás oscilaram entre a estabilidade e pequenas altas. No final do pregão, Petro ON teve baixa de 0,33%, enquanto Petro PN subiu 0,51%.

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