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Dólar sobe por receio com retirada de estímulos nos EUA

Moeda fecha em alta de 0,70% ante o real, a R$ 2,027; na semana acumula elevação de 0,75% e, no ano, recuo de 0,88%

Fabrício de Castro, da Agência Estado,

10 de maio de 2013 | 17h48

O receio de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) possa retirar parte dos estímulos à economia do país deram força, pelo segundo dia seguido, ao dólar no mercado global. O euro recuou para abaixo de US$ 1,30 e a moeda americana manteve-se acima de 101 ienes, em meio à busca de segurança em detrimento de outros ativos de maior risco. O real brasileiro, assim como outras divisas com elevada correlação com commodities, também foi influenciado pelo cenário externo.

O dólar fechou esta sexta-feira, 10, em alta de 0,70% ante o real, cotado a R$ 2,0270 no mercado de balcão. Na semana, a moeda americana acumulou elevação de 0,75% e, no ano, recuo de 0,88%. Na cotação mínima desta sexta-feira, verificada às 9h50, o dólar à vista marcou R$ 2,0170 (alta de 0,20% ante o fechamento de quinta-feira) e, na máxima, às 12h22, atingiu R$ 2,0310 (aumento de 0,84%).

O avanço do dólar ante outras moedas deu continuidade ao movimento da véspera, quando o presidente do Fed da Filadélfia, Charles Plosser, voltou a criticar o programa de US$ 85 bilhões por mês em compras de bônus pelo banco central americano. Além de dizer que os benefícios mais recentes das compras são "magros", ele defendeu que a redução do programa ocorra já na próxima reunião do Fed. Plosser não tem direito a voto no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), mas seus comentários repercutiram.

Na manhã desta sexta-feira o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, falou de regulação bancária, mas deixou de fora a questão dos estímulos. Bernanke limitou-se a dizer que o sistema financeiro ainda sofre com os efeitos da crise e que o Fed está monitorando de perto a forma como as instituições financeiras estão se comportando em meio ao cenário de juros muito baixos.

"O dólar no Brasil subiu hoje em função do exterior. Lá fora, desde ontem, as moedas de emergentes e o euro estão depreciando em função do comentário do presidente do Fed da Filadélfia, Charles Plosser, sobre os estímulos", comentou o operador da mesa de câmbio de um grande banco. "De todo modo, os negócios ficaram um pouco devagar hoje, sem grandes fluxos", acrescentou.

Quando o dólar superou os R$ 2,03 no balcão, mais cedo, profissionais voltaram a comentar a possibilidade de o Banco Central atuar para conter a moeda. Um profissional destacou que a valorização do dólar no Brasil era maior que a verificada ante outras moedas com elevada correlação com commodities, o que pode sugerir certo receio de que, a partir deste patamar, o BC atue. De todo modo, como esta sessão foi relativamente calma, o BC seguiu apenas observando.

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