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Dólar sobe pressionado com leilão e inflação

O dólar acelerou a alta a partir do final da manhã e entrou no período da tarde cotado na máxima do dia, a R$ 3,580, 1,85% acima do fechamento anterior. Veja aqui a cotação do dólar dos últimos negócios. O mercado já abriu com humor deteriorado hoje cedo em razão da alta registrada pelos últimos índices de inflação, como o IGP-M, o IPC-Fipe e o IPCA. A partir do final da manhã, a valorização da moeda americana, que vinha girando em torno de 0,5%, deu um saldo e passou de 1%. Segundo analistas, muitos investidores que estavam na ponta de venda de dólar passaram a demandar a moeda. Quem vendeu após a abertura acabou tendo que recomprar mais caro e as cotações se aceleraram.A piora no final da manhã também estaria relacionada ao leilão de contratos atrelados à variação do câmbio. Embora o Banco Central (BC) tenha encurtado prazos para facilitar a rolagem hoje, o ambiente mais tenso nos mercados domésticos estaria abrindo espaço para especulações em torno da rolagem. A dívida cambial é de US$ 1,8 bilhão com vencimento para a próxima quinta-feira. Operadores comentam que o BC pode, a exemplo do que ocorreu ontem, não conseguir vender um volume expressivo de contratos. "Há muita especulação para formar taxa para o leilão", comentou um profissional ouvido pela AE, lembrando que interessa a quem for entrar no leilão uma taxa mais salgada.O diretor de tesouraria do Banco Fator, Sérgio Machado, pondera que, teoricamente, a alta da inflação não deveria ser fator de alta para o dólar. Afinal, observa, o dólar é causa, e não efeito da inflação. Contudo, ele admite que a escalada inflacionária piora o humor geral dos mercados, o que acaba respingando sobre o câmbio. Machado avalia também que a inflação muito alta acaba trazendo uma preocupação adicional no cenário político-econômico. O PT vem agradando o mercado ao sinalizar compromissos em aspectos mais gerais da economia, mas agora fica a dúvida sobre qual será a estratégia do governo petista para combater uma eventual pressão inflacionária mais forte no início de 2003.

Agencia Estado,

12 de novembro de 2002 | 13h11

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