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Dólar tem 5a alta seguida por Ptax e cenário externo

O dólar cravou a quinta alta seguida frente ao real nesta sexta-feira, influenciado pelas operações ligadas à formação da Ptax. O avanço da divisa norte-americana no exterior e o desânimo nas principais bolsas de valores também influenciaram.

JOSÉ DE CASTRO, REUTERS

28 de agosto de 2009 | 17h24

No fechamento, o dólar subiu 0,75 por cento, a 1,880 real na venda, após avançar 0,91 por cento na máxima do dia.

A sequência de altas desta semana --que acumulou ganho de 2,68 por cento-- foi a maior desde o início de setembro do ano passado, quando a cotação chegou a subir 9 dias consecutivos. No mês de agosto, a valorização é de 0,75 por cento.

"Hoje o que pesou mesmo foi a disputa pela Ptax. Há movimentos de (investidores) comprados e vendidos no mercado futuro. Pelo visto, os comprados prevaleceram", notou o consultor de gerenciamento de risco da FCStone, Bruno Conte de Lima.

À medida que o final do mês se aproxima, observa-se uma exarcebação dessa "disputa". Vale notar que a Ptax é a taxa média ponderada do dólar que serve de referência para a liquidação de contratos futuros e outros derivativos.

Na BM&FBovespa, os investidores estrangeiros sustentavam cerca de 4,783 bilhões de dólares em posições compradas em dólar futuro e cupom cambial na véspera, revelando apostas na alta da divisa. Já os bancos mantinham 6,548 bilhões de dólares em posições vendidas.

No exterior, o dólar apreciava-se 0,46 frente a uma cesta com as seis mais importantes divisas globais, influenciado por dados divergentes sobre a economia mundial.

A contração menor que a esperada do PIB da Grã-Bretanha e a melhora na confiança do consumidor na zona do euro acima das previsões combinadas com o crescimento no gasto e estabilidade na renda do consumidor norte-americano deram esperanças de que a retomada pode estar próxima.

Mas os mercados não digeriram bem a notícia de que a confiança do consumidor dos EUA caiu em agosto para a mínima em quatro meses.

Assim, no final da tarde, as bolsas de Nova York cediam, movimento acompanhado pelo principal índice do mercado acionário nacional.

"Os estrangeiros devem ter saído da bolsa e entrado no mercado futuro para fazerem hegde (proteção)", disse o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mario Battistel.

PRÓXIMA SEMANA

"A alta do dólar à vista nesta semana reflete a cautela dos investidores, que estão colocando o pé no freio e avaliando se essa onda de otimismo dos últimos meses tem de fato sustentação", considerou Lima, da FCStone.

No entanto, o desempenho da bolsa de valores brasileira, no curto prazo, ainda atrai os investidores estrangeiros, principais responsáveis pela queda em torno de 20 por cento da divisa norte-americana frente ao real e pela apreciação ao redor de 50 por cento do Ibovespa.

"Ainda acho que a tendência do dólar é de queda, principalmente se os ingressos de estrangeiros na bolsa paulista se sustentarem, embora claramente tenham diminuído nos últimos dias", pontuou Battistel, da Fair Corretora.

"Mas, na medida em que os preços de commodities também interrompam o ciclo de fortalecimento, a moeda brasileira encontrará mais dificuldade para ganhar valor", ponderou a equipe de analistas econômicos do banco Santander, em relatório.

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