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Dólar tem menor nível desde meados de outubro por fluxo

O dólar deu sequência ao movimento da véspera e fechou em queda ante o real nesta terça-feira, no menor nível em sete meses, a reboque de um forte ingresso de recursos externos.

REUTERS

19 de maio de 2009 | 17h44

A moeda norte-americana teve baixa de 1,97 por cento, a 2,035 reais para venda, no menor patamar de fechamento desde 2 de outubro, quando atingiu 2,021 reais para venda.

"O fluxo está voltando, e os investidores também, isso faz com que o dólar caia", avaliou Paulo Shiguemi Fujisaki, analista de mercado da Corretora Socopa.

O analista acrescentou ainda que, mantida as perspectivas econômicas positivas, "a tendência é que o fluxo de capitais melhore, e dessa forma o dólar continue caindo".

Desde 2 de março --quando fechou a 2,443 reais para venda, maior patamar do ano--, o dólar já acumula depreciação de 16,7 por cento.

Fujisaki também disse que o mercado de câmbio à vista ainda se mantém atrelado às apostas no mercado futuro. Ele lembrou as posições compradas de investidores estrangeiros na BM&F.

De acordo com dados mais recentes, as posições compradas desses investidores --que significam apostas na valorização do dólar-- caíram para 1,9 bilhão de dólares, menor nível desde 9 de setembro, quando atingiram 893 milhões de dólares.

Nesta tarde, o Banco Central realizou mais um leilão de compra de dólares no mercado à vista. O BC tem feito esse tipo de operação em todas as sessões desde 8 de maio.

"A atuação do BC não é nem tanto para conter (as cotações), mas sim de recompor as reservas", disse Fujisaki, considerando que "se a proposta fosse segurar (as taxas de câmbio), o BC entraria mais pesado, comprando mais dólares".

De 7 de maio --véspera do primeiro leilão de compra de dólares no mercado à vista realizado pelo BC este ano-- até 18 deste mês, as reservas internacionais tiveram aumento de 1,745 bilhão de dólares.

Mais cedo, um relatório divulgado pelo governo dos EUA mostrou que a construção de moradias e as emissões de alvarás atingiram as mínimas recordes em abril.

Em âmbito global, o dólar também se desvalorizava. Ante uma cesta com as principais moedas mundiais, a divisa norte-americana exibia queda de cerca de 0,6 por cento no final da tarde.

No mercado de câmbio doméstico, segundo os últimos dados da BM&F, o volume de dólar negociado no segmento à vista somava 4,5 bilhões de dólares.

(Reportagem de José de Castro)

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