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Dólar tem nova alta ante real com cautela no exterior

O dólar cravou a segunda alta consecutiva ante o real nesta quinta-feira, com operadores relatando saídas de recursos num dia de queda das commodities e de volatilidade nos mercados internacionais por conta de incertezas relacionadas à Europa.

JOSÉ DE CASTRO, REUTERS

20 de outubro de 2011 | 17h43

A moeda norte-americana fechou em alta de 0,74 por cento, para 1,7890 real.

Outras moedas emergentes, como o rublo russo, a rúpia indiana e o peso mexicano também perdiam terreno frente à divisa norte-americana, apesar da recuperação do euro.

As matérias-primas caíam 1 por cento, segundo o índice Reuters-Jefferies CRB, com o barril de petróleo registrando baixa semelhante.

O desempenho das commodities tende a influenciar as oscilações do dólar no Brasil, uma vez que o país é um dos maiores exportadores mundiais de insumos básicos.

Dois operadores consultados pela Reuters notaram fluxo negativo durante a sessão, especialmente no período da tarde.

Um deles observou ordens de "stop loss" quando a cotação bateu as máximas do dia. Essas ordens geralmente ocorrem quando investidores vendidos em dólar viram a mão e passam a comprar moeda ao perceberem um movimento de alta mais firme da cotação, evitando assim perdas maiores.

Ao longo da jornada, a taxa de câmbio oscilou entre queda de 0,70 por cento (1,7633 real) e alta de 1,87 por cento (1,8090 real).

"Tinha gente operando na venda hoje, mas a notícia sobre a Alemanha fez o pessoal virar a mão", afirmou o operador da Interbolsa do Brasil Ovídio Soares.

Soares se referia à notícia do jornal alemão Die Welt, segundo o qual a Alemanha não descarta a possibilidade de a cúpula de domingo entre líderes da União Europeia (UE) ser adiada.

A informação causou alvoroço no mercado, mas negativas posteriores de autoridades da região ajudaram a aliviar a tensão.

Para o diretor de câmbio da Pioneer Corretora, João Medeiros, a fraqueza do real nesta sessão, e também de outras moedas emergentes, é um sinal das incertezas que ainda pairam sobre as discussões para resolver a crise de dívida na zona do euro.

"O pessoal está com o pé atrás. Por enquanto só temos visto discurso e nada de concreto. Enquanto isso, o dólar ainda deve mostrar muita volatilidade", afirmou.

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