Carlos Severo/Fotos Públicas
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Dólar tem nova queda com fluxo internacional e termina a R$ 3,95

Fluxo positivo pode corresponder a entradas de recursos chineses para investimento; Bolsa fechou em alta

Ana Luísa Westphalen e Karla Spotorno, O Estado de S.Paulo

23 Dezembro 2015 | 19h24

SÃO PAULO - O dólar à vista operou em queda praticamente desde a abertura, dando continuidade ao movimento iniciado ontem e contrariando o comportamento visto no exterior, onde a moeda apresenta tendência de alta em relação a outras divisas emergentes. Segundo operadores, a predominância do sinal negativo é justificada pelo fluxo positivo de recursos para o País, o que pode explicar o forte volume de negócios de mais de US$ 2,5 bilhões nesta quarta-feira, montante incomum nesta reta final de 2015. 

O dólar à vista no balcão terminou o dia negociado a R$ 3,9582 em baixa de 0,83%, no segundo dia consecutivo de queda. Na cotação mínima do dia, por volta das 16h30, a moeda recuou a R$ 3,9509 (-1,01%), enquanto na máxima marcou R$ 3,9941 (+0,07%), ainda nos ajustes da abertura. 

Segundo operadores, o fluxo positivo constatado nesta quarta-feira desde o início dos negócios pode corresponder a entradas de recursos chineses para investimento, fusões e aquisições ou ao adiantamento de operações, já que o ano caminha para o fim, com apenas o mercado à vista aberto parcialmente amanhã. Analistas lembram que ontem a Minerva confirmou que a gestora saudita Salic comprou uma fatia de 19,95% no frigorífico por R$ 746 milhões.

Bolsa. Pelo segundo dia consecutivo, a Bovespa fechou com o sinal positivo. O principal indicador da Bolsa brasileira encerrou a última sessão da semana em alta de 1,25%, aos 44.014,93 pontos. Na máxima, chegou aos 44.233 pontos (+1,76%). Na mínima, marcou os 43.479 pontos (+0,02%). O giro de negócios ficou em R$ 3,95 bilhões.

Segundo analistas e operadores, a valorização generalizada das ações da carteira do índice não retrata uma mudança no humor do investidor na Bolsa brasileira ou um novo fluxo comprador. É basicamente um ajuste nos preços, muito "amassados" nos últimos pregões. No mês, o Ibovespa ainda amarga uma perda de 2,45%. No ano, o recuo é de 11,98%.

Em um dia de estabilidade no preço do minério de ferro, que manteve-se acima dos US$ 40 a tonelada, a Vale figurou entre as maiores altas da carteira Ibovespa. A mineradora brasileira acabou pegando carona no bom humor internacional e encerrou o pregão em alta de 5,34% (ON) e 4,68% (PNA). Assim como a Vale, empresas do setor de siderurgia também figuraram entre as maiores altas da carteira Ibovespa, entre elas CSN e Gerdau. A CSN fechou com o maior porcentual de alta do índice (+7,71%).

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