Fabio Motta/Estadão
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Dólar tem quarta semana seguida de alta e fecha em R$ 3,94

A Bolsa de São Paulo conseguiu terminar uma semana turbulenta em alta, apesar do aprofundamento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China

O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2019 | 18h36

Em uma semana marcada pela forte aversão ao risco, com o aprofundamento das tensões comerciais entre Estados e China, crise em países europeus e temores sobre a atividade global, esta sexta-feira, 9, terminou melhor do que começou, mas ainda com sinais negativos.

As Bolsas voltaram a cair, enquanto o dólar ganhou valor diante de moedas mais fracas. Como resultado, a divisa dos EUA acumulou a quarta semana consecutiva de alta diante do real, período em que subiu 4,09%. Nesta sexta, a valorização foi de 0,33%, chegando a R$ 3,9405. Os índices norte-americanos voltaram a cair, mas o Ibovespa recuou menos, 0,11%, fechando a semana aos 103.996,16 pontos.

Mais polêmicas de Trump

O comportamento dos mercados nesta sexta-feira teve ligação direta com declarações pouco animadoras do presidente americano, Donald Trump, sobre a perspectiva de um acordo com a China. Além disso, Trump também falou sobre restrição a negócios dos EUA com a chinesa Huawei, o que estressou ainda mais os investidores. Mas a Casa Branca colocou um freio de arrumação a dizer que tais restrições são relativas a órgãos do governo norte-americano, e não às empresas americanas em geral.

Com a semana marcada pela divulgação de índices de inflação abaixo do previsto e mais indicadores fracos de atividade, os investidores se mostraram majoritariamente inclinados a apostar em um novo corte de 0,50 ponto porcentual da Selic, a taxa básica de juros, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em 17 e 18 de setembro. Há, inclusive, mais casas que já enxergam a possibilidade de o juro básico ceder abaixo de 5% ao ano ao fim de 2019, caso o cenário de fraqueza econômica e de preços continue preponderando.

Bolsa acumulou alta na semana

O Índice Bovespa perdeu fôlego nesta sexta, após três altas consecutivas. O indicador chegou a subir moderadamente pela manhã, mas inverteu a tendência no início da tarde, sob influência direta das Bolsas de Nova York. Assim, terminou o pregão em leve baixa, de 0,11%, aos 103.996,16 pontos. Apesar da forte turbulência dos últimos dias, o índice encerrou a semana com alta acumulada de 1,29%, na contramão das perdas dos índices americanos e depois de ter chegado a perder o nível de 100 mil pontos na segunda-feira, 5.

As quedas na Bolsa de São Paulo foram puxadas pelas ações de bancos e pelos papéis de empresas ligadas a commodities. Vale ON seguiu a queda dos índices de metais e terminou o dia com perda de 3,58%, na mínima do dia, contaminando as ações de siderurgia. Nesse grupo, destaque para Usiminas PNA (-2,41%) e CSN ON (-2,01%).

 

 

 

Cenário externo

Em Nova Nova York, o Dow Jones flertou com o território positivo, mas terminou por sucumbir ao mau humor geral. O índice fechou em baixa de 0,34%, o Nasdaq recuou 1,00% e o S&P 500 teve queda de 0,66%. Nesta semana turbulenta com foco em comércio, no crescimento global e em bancos centrais, o Dow Jones caiu 0,75%, o Nasdaq recuou 1,02% e o S&P 500 perdeu 0,46%.

Na Europa, também foi um dia de perdas. Diante do cenário, o índice Dax 30, da Bolsa de Frankfurt, da principal economia da zona do euro, fechou em queda de 1,28%. Na semana, a perda foi de 1,50%. Só a Thyssenkrupp caiu 6,79% nesta sexta.  O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, caiu 0,44%, com queda de 2,07% na semana. Por lá, Rio Tinto recuou 2,45%.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 caiu 1,11% no dia e 0,58% na semana. Nesta sexta, a França divulgou que a produção industrial do país despencou 2,3% na passagem de maio para junho. O Ibex 35, da Bolsa de Madri, caiu 1,25%, com perdas de 1,57% na semana. Gabriel Bueno da Costa,  Altamiro Silva Junior e  Paula Dias

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