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Dólar tem queda acentuada e BCs da Ásia intervêm

Especulação sobre redução de juros e dados ruins sobre o mercado imobiliário levaram moeda à nova mínima

Agência Estado,

27 de fevereiro de 2008 | 07h32

O dólar amanheceu nesta quarta-feira, 27, enfraquecido devido à especulação de que o presidente do Fed, Ben Bernanke, irá indicar ainda nesta quarta novas reduções na taxa de juros. Os dados ruins sobre o mercado imobiliário e da confiança do consumidor da última terça-feira também ajudaram a levar a moeda para a nova mínima. Com isso, um número de moedas asiáticas atingiu máximas não vistas há vários anos contra o dólar, provocando intervenção de alguns bancos centrais para frear a avalanche de venda de dólares, com a disparada do euro para acima de US$ 1,50.   O enfraquecimento do dólar, juntamente com os temores de inflação, também deram impulso ao petróleo. No pregão eletrônico da Nymex, a commodity era cotada a US$ 101,12, com valorização de 0,24%. Na ICE, o ganho era de 0,08%, para US$ 99,55. O petróleo tem servido de porto seguro diante da crise de crédito e também é visto como proteção em um ambiente de inflação mais elevada, segundo operadores da City. A mínima histórica do dólar contra o euro influenciou ainda o preço do ouro spot, que atingiu um novo recorde em US$ 965,10 a onça-troy, provocando preocupações com a inflação e ajudando a impulsionar o petróleo. A prata spot pegou carona e foi a US$ 19,455 a onça-troy, nova máxima de 27 anos.   Na Ásia, o dólar caiu à mínima em oito anos contra o peso das Filipinas, à mínima em dez anos contra o ringit, e à mínima em 33 meses contra o dólar de Taiwan. Os bancos centrais dos três países entraram no mercado para conter a disparada das respectivas moedas locais, segundo traders. Os participantes do mercado disseram desconfiar de que também os BCs de Cingapura e da Tailândia estiveram presentes no mercado. Mas os crescentes problemas causados pela pressão inflacionária não devem animar as autoridades asiáticas a realizar muitos esforços para frear tal tendência.   Após dois pregões seguidos de altas, nesta quarta as bolsas da Europa recuam. As praças sentem o peso negativo do setor financeiro, influenciado pelo resultado considerado ruim da HBOS, maior instituição de hipotecas do Reino Unido. Às 7h09 (de Brasília), Londres perdia 1,01%, acompanhada por Paris (-0,73%) e Frankfurt (-0,57%). Os futuros de Nova York também estavam no negativo: S&P 500 cedia 0,40% e o Nasdaq, 0,35%.

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